quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ERA UMA MANHÃ NORMAL

O tempo urgia, mas qual não é o seu espanto, quando ao levantar o auscultador, do outro lado, ouve a voz bem conhecida da moça! Ficou sem palavra, receando o pior!...
 Perguntou e ouviu pasmado:- "Não me conhece a voz?!-É só para lhe dizer que tenho saudades suas”.
A conversa não se podia prolongar, dada a hora, embora todo o seu contentamento e a vontade de continuar, mas sem o manifestar abertamente, como convinha para a sua situação, provando que agira por amor e não com qualquer má intenção, no dia anterior, ao abraçá-la e beijá-la .
Que grande surpresa, afinal! Pediu desculpa e justificou porque tinha de desligar;  mas desde logo com a promessa de que lhe ligaria ainda naquele dia.
   (Um parêntises)

- Verdade que passara a noite algo preocupado, debatendo-se entre duas ideias:- Teria sido precipitado ou o que fizera era normal perante a conversa que tinham tido na véspera? A atitude dela- após o ato de a beijar e abraçar- fora de revolta, sim, mas, para ele inesperada, perante alguns gestos e olhares de carinho tidos anteriormente.

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