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Blogue essencialmente de poesia, alguma prosa e outras informações de carácter geral sobre o Alentejo e seus artistas
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
SENHORA DO LIVRAMENTO - FADO/CANÇÃO
Senhora do Livramento
Livrai-me deste tormento
De a não ver há tantos dias
Partiu zangada comigo
Deixou-me um retrato antigo
Que me aquece as noites frias
Senhora que o pensamento
Corre veloz como o vento
Rumando estradas ao céu
Fazei crescer os meus dedos
P´ra desvendar os segredos
Num céu que não é só meu
Senhora do céu das dores
Infernos, prantos, amores
A castigar tanto norte
Porque é que partiste um dia
Sofrendo a minha agonia
E não me roubaste a morte
Livrai-me deste tormento
De a não ver há tantos dias
Partiu zangada comigo
Deixou-me um retrato antigo
Que me aquece as noites frias
Senhora que o pensamento
Corre veloz como o vento
Rumando estradas ao céu
Fazei crescer os meus dedos
P´ra desvendar os segredos
Num céu que não é só meu
Senhora do céu das dores
Infernos, prantos, amores
A castigar tanto norte
Porque é que partiste um dia
Sofrendo a minha agonia
E não me roubaste a morte
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
O FADO DO SOBREIRO
O FADO DO SOBREIRO
Lá no cimo do outeiro
No ponto mais elevado
Havia um enorme
sobreiro
De todos era a cobiça
A dar bolota e
cortiça
No montado era o
primeiro.
Mas um dia a
tempestade
Fez ouvir lá na
herdade
O ribombar de um
trovão
E do céu uma faixa
risca
Uma enorme faísca
Fez o sobreiro em
carvão.
Passaram anos e agora
No mesmo sítio lá
mora
Um chaparro altaneiro
E em noites de luar
Ouve-se o montado a
chorar.
Com saudades do
sobreiro.
É assim a nossa vida
Constantemente vivida
Quase sempre a
trabalhar
Mas se um dia a morte
vem
Nós deixamos sempre
alguém
Com saudades a
chorar.
“ A preguiça é a mãe
de todos os vícios,
mas uma mãe é uma mãe e é preciso respeitá-la”.
"Mai nada!"
"Compadris! Isto tava tudo
dentro do computadori, menos a loucura."
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À MEIA NOITE AO LUAR
À meia-noite ao luar/
Dão as doze badaladas/
P'ra ouvir a serenata