Blogue essencialmente de poesia, alguma prosa e outras informações de carácter geral sobre o Alentejo e seus artistas
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segunda-feira, 5 de junho de 2017
RECORDANDO ALGUÉM
Há datas recordadas com tristeza
Que antes foram belas, tão felizes!
Saudosas... são em nós uma certeza.
Por tão reais...nos deixam infelizes.
Datas de que sentimos mais a dor,
Que foram em tempos felicidade!
Recordação de quem nos deu amor
Cuja imagem é em nós eternidade.
Datas que com alegria festejámos
Junto de'alguém que na vida amámos
Que jamais nos sairá do coração!
São dias que pertencem à memória
Por amor de quem já está na Glória
E Aqui choramos de comoção.
E por quem choramos de comoção.
JGRBranquinho - " Little White"
quarta-feira, 26 de abril de 2017
ESPERA CONSTANTE
ESPERA CONSTANTE
É espera constante a minha vida!
Desafio de amor no passar do tempo.
Minha esperança, quase já perdida...
Por tanto obstáculo e contratempo.
É espera constante a minha vida!
Mágoa sentida... longe meu intento.
Dor d'alma que em mim vive escondida
Por nada acontecer a meu contento.
Sonhara, Aqui, vida bem melhor
Tendo em mim o perfume dessa Flor,
Enlevo dum sonho que quis real!
Cada dia, mais e mais, ela é distante!
Situação triste, sentida cada instante...
É, do pobre poeta, o maior mal.
JGRBranquinho - "Little White"
É espera constante a minha vida!
Desafio de amor no passar do tempo.
Minha esperança, quase já perdida...
Por tanto obstáculo e contratempo.
É espera constante a minha vida!
Mágoa sentida... longe meu intento.
Dor d'alma que em mim vive escondida
Por nada acontecer a meu contento.
Sonhara, Aqui, vida bem melhor
Tendo em mim o perfume dessa Flor,
Enlevo dum sonho que quis real!
Cada dia, mais e mais, ela é distante!
Situação triste, sentida cada instante...
É, do pobre poeta, o maior mal.
JGRBranquinho - "Little White"
FALA-ME

FALA-ME
Quero ouvir tua voz- a mais querida!
Quero senti-la perto do meu ser.
Saber que sou vida em tua vida
Que dou gosto ao teu gosto de viver.
Não ouvir tua voz, mágoa sentida
Em meu coração, há tanto a sofrer!
Celeste melodia, canção bendita,
Alívio seguro em meu querer.
Fala-me, Amor! Fá-lo bem depressa!
Vem dizer o que à minh/alma interessa,
Sossega alguém que longe por ti chora.
Quero escutar-te;ouvir-te mais e mais!
Guardar de ti recordações reais
Que encham o coração que mais te adora.
JGRBranquinho - "Little White"
sábado, 15 de abril de 2017
AO PESO DE UMA DOR
Vergada, embora, ao peso de uma dor
Vivendo sozinha, mas não esquecida!,
És Flor de Outono, não amarelecida
És aquela a quem consagro o meu amor.
Distante... mas bem perto pelo sentir,
Pois nos queremos e amamos com paixão,
Nosso lema... é a tudo resistir!
Como está certo em nosso coração.
Não subiu o Sol! Não está distante!
Vive, aqui, numa angústia revoltante,
Por não ter a Flor que o iluminou!
Não te julgues só, Flor de solidão,
Pois continuas junta a meu coração
E foi por ti que minh'alma se inspirou.
JGRBranquinho - "Little White"
domingo, 9 de abril de 2017
POR UM GRANDE AMOR

Por estas ruas ermas, caminho a sós,
Quase sem esperança de te encontrar.
Muito triste e sem ânimo para cantar
O imortal amor, que existe em nós.
Sequiosa, minh'alma, fraca a voz...
Perdeu alegria; é quase só chorar!,
Sabendo, embora, que se te encontrar...
Um radiante sol brilhará para nós.
Nesta minha fé, caminho à tua espera.
Talvez, além naquela esquina, eu te veja!
Então, sim, se alegrará o meu olhar.
Surgirá, então, um tempo de primavera,
Estímulo de vida que o coração deseja
Por um grande amor, em si, a palpitar.
JGRBranquinho - "Little White"
sábado, 8 de abril de 2017
MUSA ADORADA

Só em ti vejo a Mulher querida,
Só em ti, meus pensamentos, por amor.
É a ti que quero em minha vida
És tu quem tem p'ra mim maior valor.
Olha-te minh'alma embevecida,
Pois te considero superior.
Meu viver, tão distante, dura lida,
Mui saudoso da mais bonita flor,
Ando louco se não te tenho perto!
Sinto o mundo qual árido deserto
Onde a vida se reduz a quase nada!
Sempre à tua espera, meu Amor,
Na espr'ança de curar minha dor
Ao ter-te, junto a mim, Musa adorada..
JGRbranquinho - "Little White"
quarta-feira, 5 de abril de 2017
MINHA PRIMEIRA ESCOLA

Minha Escola em meu lugar natal
Saudoso tempo de jovem criança!
Ali vivi um tempo sem igual
De que guardo a melhor lembrança.
A meu pedido, entrei sem idade
Por favor da senhora professora.
Fiquei como ouvinte, sua bondade,
Alegria minha, bondosa senhora.
Aprendi a ler, escrever e contar
Junto de amigos meus de brincar
Em boa companhia, meu prazer.
Cheguei "à terceira" sem ter idade
Não fui a exame... realidade.
Repeti... p'ró o exame fazer.
JGRBranquinho - "Zé do Monte"
NOTA:-. Entrei na escola, por favor da senhora professora- D. Amélia da Luz Dias Fernandes- com 6 anos feitos em julho. Na altura só se podia entrar com 7 anos. Frequentei até à 3.ªclasse, mas sem estar matriculado. Então, como a lei não permitia, tive que repetir o ano. Até ali, fui frequentando como ouvinte.
JBranquinho
terça-feira, 28 de março de 2017
QUERIA TER-TE
QUERIA TER-TE
Escrevo inspirado em tua imagem
À espera de encontrar-te novamente.
Julgo, por vezes, ainda uma miragem
No entanto, em mim, és tão presente.
Queria ter-te como tenho tua imagem
Bem gravada em mim, eternamente!
Meu pensamento, aqui, anda em viagem,
Correndo, para ti, constantemente.
Não sei qual mais te quer, Flor d'encanto!
Se o homem, se o poeta deste canto
Feito em tua honra, Musa e Mulher.
Sabes que és tu- Flor- quem ,mais desejo!
Quem em ambiciosos sonhos vejo,
Quem, todo o meu ser, anseia e quer.
JGRBranquinho - " Little White"
ESTE O MEU LOUVOR (acróstico)
ESTE O MEU LOUVOR
(acróstico)
Este o meu louvor,
meu canto amigo,
Serenata ao luar, à
doce amada!
Timão querido que
guia à enseada
Escuna de amor,
ansiado abrigo.
Órbita restrita,
vivido perigo,
Martírio n’ausência
indesejada!
Escravo sentir de era
recordada
Único querer que guardei
comigo.
Longe o início dum
querer/verdade!
O coração penando de
saudade,
Uma eterna mágoa sem
igual.
Vivo, p’ra sempre, meu
querer maior:
O amor por alguém- a
mais bonita Flor
Recordada, dia a dia,
até final.
JGRBranquinho - “Little White”
terça-feira, 21 de março de 2017
VIVIDA LOUCURA
VIVIDA LOUCURA
Eras a minha
esperança, o meu futuro,
Num tempo já distante,
minha juventude.
Eras minha alegria,
minha inquietude…
Era o meu amor, de
todos o mais puro.
Foi o tempo melhor de
toda a minha vida!
Sonhava eu cada dia
bem acordado.
Corria para ti,
contente, alvoroçado,
Mimosa Flor perfumada-
a mais querida.
Foi tão breve esse
tempo de felicidade!
Foi o melhor, embora
a minha pouca idade…
Vivida loucura como
outra não tive.
Amei-te- mulher- como
a mais ninguém no mundo!
Dei-te, sim, o amor
mais puro- mais profundo
Que houve na Terra e
que em mim sobrevive.
Quinta da Piedade, 21
de março de 2017
JGRBranquinho - Zé do
Monte”
segunda-feira, 20 de março de 2017
A BÊNÇÃO MAIOR

A BÊNÇÃO MAIOR
És o sol nascente a
raiar sobre meu ser,
Cada novo dia da
minha longa vida!
Na minha noite, a
terna lua querida,
A bênção maior que
jamais quero perder.
Conheci-te na primavera
do meu viver,
Essa era tão amada, sem
dor ou lida!
Foi então que naquela
terra mais sentida
Te encontrei- mulher/flor-
bênção do meu ser.
Fui tão feliz, meu
Amor, minha água viva,
Que ainda hoje e por
muito que eu viva...
Te hei de recordar
como a mulher mais qu’rida!
De novo ver-te! Dizer-te
como te amo!
Que a cada instante, longe
por ti chamo,
Que és, ainda hoje,
luz na minha vida.
Quinta da Piedade, 20
de março de 2017
JGRBranquinho - “Zé do Monte”
segunda-feira, 13 de março de 2017
AQUI, TENHO SAUDADES

AQUI, TENHO SAUDADES
Aqui, poetas, tenho
saudades, cada dia!
Foi onde eu conheci a
mulher mais bela,
Uma flor de maior
encanto, o rosto dela!
Beleza singular- luz
que me alumia.
Hoje… triste e só,
sem a sua companhia.
Ditoso o tempo com
essa flor singela!
Enlevo de meus dias,
minha cinderela,
Por ela sentindo ainda como sentia.
Sentido amor! Inspiração
que faz viver!
Devo-lhe alegria e
também meu sofrer,
Ninfa no agitado mar
que inunda a vida.
Deusa a considero, imagem
que adoro!
Rezo e espero! Por
ela, aqui imploro!
Anseio de vida que
merecia ser vivida.
JGRBranquinho - “Little
White”
quarta-feira, 8 de março de 2017
CANTO NA LONJURA
Canto à cidade que me viu nascer
Essa terra pra mim, mais importante!
Canto na lonjura, triste meu viver
Meu sentir antigo, lembrar constante.
Canto à cidade que me viu crescer
Burgo sagrado de que estou distante!
Canto na ausência, prova deste querer,
Como à sua amada o terno amante.
Canto p’los momentos que lá vivi
Alegria e tristeza que lá conheci
Em mim guardados avaramente!
Canto, sim, seus encantos naturais:
A estampa e moldura sem iguais
Da Portalegre amada eternamente.
JGRBranquinho - LittleWhite
NOTA:- Soneto revisto
em Março de 2017.
Está na pág. 97 do meu livro “CANTOS DO MEU CANTO”
domingo, 26 de fevereiro de 2017
MEU CANTO TRISTE

Hoje, sem ter tua
presença, choro
Ausente, Amor, saudade
duma vida!
Meu canto triste, mais
sentida lida
No lugar distante
onde hoje moro.
Nesta casa, Amor, por
ti imploro
Escrevendo meus versos,
mulher querida!
Quisera dar-tos antes
da partida...
Que soubesses, Amor, como te adoro.
Que os lesses e
guardasses no coração
Prova do meu querer,
minha paixão,
Meu constante sentir,
amor profundo!
Mas como cumprir este
meu desejo?!
Vejo muito difícil ter tal ensejo
Inda antes de
partirmos deste mundo.
NOTA:- Sem data.
JGRBranquinho - “Zé
do Monte”
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
TEU RARO PERFUME

Sinto, ainda hoje, teu
raro perfume,
Tua forte presença no
amado lar!
Aqui, Amor, pudemos juntos
desfrutar
Seu mais terno afago,
adorável lume.
Oh! Quanta saudade,
quanta amargura,
Momentos infindos dum
tempo bom contigo!
Ideais lembranças que
guardo comigo
Inesquecíveis, meu Amor,
por tal ternura.
Hoje, em meus tristes
pensamentos, absorto,
Choro aqui sozinho
sem ter teu conforto
Pensando em ti, sol bendito,
minha vida!
Lembrar-te-ei, cada
dia, mulher amada!
Em meus pobres versos
serás sempre louvada
Até à hora em que for
minha partida.
Lisboa, Fevereiro de 2004
JGRBranquinho -
Little White
sábado, 18 de fevereiro de 2017
ESCREVI, ESCREVO E ESCREVEREI
ESCREVI, ESCREVO E
ESCREVEREI
Por ti escrevi e
escrevo meus versos,
Musa/Mulher, encanto
de meus dias!
Razão de tristezas (bem
mais d’alegrias)
Motivos em comum, os mais
diversos.
Por ti escrevi e
escrevo meus versos
Em benditas horas d’amor
por ti!
Sempre movido p’lo
bem que senti
Doei-tos nos lugares mais
diversos.
Longe… continuo a
escrever
Pensando como tos
oferecer
Mulher e Musa, bem inesquecido!
Assim será, meu Amor/minha
Vida,
Enquanto não surgir minha partida
Rumando ao tal Além
desconhecido.
Quinta da Piedade, 18
de fevereiro de 2017
JGRBranquinho - “Zé
do Monte”
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
MEU SOL, MINHA LUA
Meu Sol,
minha Lua, minha Ribeira,
Ó terra/mãe,
que me viste nascer!
Distante… ai
como sofre meu ser
Saudoso de
ti, amada primeira.
Quisera
aqui, o teu perfume, Flor!
Desejo-o, ausente,
sem cessar.
Não tenho
maneira de me alegrar
Choro-te,
cada dia, meu Amor.
Voltarei,
brevemente, ao teu seio.
Viverei para
sempre em teu meio,
Recebendo
teu calor, teu amor.
Serei,
então, feliz, junto a ti,
Esquecendo
o que longe senti
Na custosa
ausência, meu Amor.
Quinta da
Piedade, 14 de fevereiro de 2017
J. G. R. Branquinho - "Zé do Monte"
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
APARIÇÃO

Um
sentimento de alegria infinda
Invadiu,
certo dia, meu pobre ser.
Foi no
momento em que te pude ver,
Quando me
surgiu tua imagem linda.
Foi ali- à
Quinta- perto da tua casa,
Quando nos
cruzámos a vez primeira.
Vinhas de
luto, andorinha ligeira…
Ali, nesse
dia, o meu golpe de asa.
Vi-te,
encantei-me em teu lindo rosto!
Nessa tarde
outonal, quase sol-posto,
Falei-te
nervosamente, loucamente!
Sorriste,
baixaste teus bonitos olhos
Num gesto
que aliviou meus escolhos!
Senti que
te não era indiferente.
Monte
Carvalho, outubro de 2016
JGRBranquinho - “Zé do Monte”
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
NUMA CLARA NOITE DE LUAR
NUMA CLARA
NOITE DE LUAR
Como é bom,
em claras noites de luar,
Estar aqui,
no meu Monte, sossegado!
Estou sem
ti, meu AMOR, bem recordado
Dos dias e
noites de amor em nosso lar.
São saudade
infinda, sim, tais momentos
Jamais
esquecidos por tanto amor!
Éramos dois
jovens (vidas em flor)
Comungando
os mesmos sentimentos.
Passaram muitos anos, mas bem lembrados
Por quem te
amou tanto nesta vida,
Parte dela neste
lugar do Alentejo.
Aqui te
conheci, fomos namorados.
Foste a
minha mulher, a mais querida!
E é nesse puro amor que me revejo.
Monte
Carvalho, agosto de 2016
JGRBranquinho - “Zé
do Monte”
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
PELO NOSSO AMOR
Volto à tua presença, meu Amor,
Testemunhando meu amor por ti.
Sempre o cantarei em teu louvor
Tal como há muito tempo já senti.
Pelo nosso amor sempre rezei!
Crê, mulher querida, que não te minto.
Pois, logo que te vi, logo te amei
E é assim que ainda hoje sinto.
Assim será até à minha morte!
Foste, nesta vida, a minha sorte
E outra eu não quero, crê em mim.
Hoje, não te tenho, é a realidade!
Sofro tanto, és minha saudade,
Assim terá que ser até ao fim.
JGRBranquinho - Zé
do Monte”
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