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sexta-feira, 10 de junho de 2016

VENCIDO

Não sei onde estarás a esta hora
Flor viçosa, Amor da minha vida!
Procurei-te, minha dor, minha lida,
Sofre a pobre alma que te adora.

Andei por aí, nos lugares do costume…
Nem sinal de ti, ó minha amada!
Perde esta cidade, acostumada
À tua presença, ao teu perfume.

Já no colégio não te encontravas!
Assim me informaram à entrada 
Sem nenhuma outra informação!

Vencido… sem saber onde estavas…
Triste, dirigi-me, p’ra velha estrada…
Vim p’ra casa co’a dor no coração.

NOTA:- Sem data  (não havia telemóvel)

Revisto na Quinta da Piedade, em 10 de junho de 2016
JGRBranquinho    -   “Littlewhite”  . pseudónimo antigo.






segunda-feira, 25 de abril de 2016

SOFRIDA AUSÊNCIA



Lembro dias d’alegria, dias de tristeza,
Vividos a teu lado, ó doce Amada!
É assim a nossa vida nesta jornada:
Nem tudo são rosas, nem tudo é beleza.

Passaram muitos anos, alguns já sem ti,
Dolorosa passagem, dura realidade!
Sofre meu coração de profunda saudade,
Lamentando todo o tempo que não vivi.

Porque te não tenho hoje, junto a mim,
Ó meu doce e eterno Amor, minha vida,
Se foste tu a minha verdadeira paixão?

Quis o cruel Destino que fosse assim,
Levando-te de mim, minha mulher querida,
P'ra martírio de meu pobre coração.

Quinta da Piedade, 25 de abril de 2016
JGRBranquinho    -  “Zé do Monte”


quinta-feira, 10 de março de 2016

DOCES ÁGUAS




Doces águas da minha ribeira,

Que calmas a meus olhos deslizais!

Deixais em todos nós saudades tais

Que ficará mais triste nossa Ribeira.



Ah! minha qu'rida Ribeira de Nisa,

Lá se foi um tão bonito encanto!

Vir aqui para tão amado canto,

E nele só sentir a leve brisa!

Estas águas que partem docemente
Voltarão mais tarde ao nosso meio?
Oxalá que em breve - nossa alegria! 

Viveremos, até lá, mais tristemente!
Queremo-las, de novo, em nosso seio
E sentir, suas bênçãos, cada dia. 

Ribeira de Nisa- Monte Carvalho, 
 Verão de 2015.
JGRBranquinho  -  "Zé do Monte"





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ACREDITARAM




Conheceram-se, profundamente se amaram!
Julgaram que o amor tudo venceria.
Lutaram os dois seres, unidos dia a dia,
Nada os iria deter, o mundo enfrentaram.

Encontraram-se nos mais lindos recantos.
Cada dia que passava… mais se amavam!
Em uníssono…tal paixão confessavam!
Eram felizes, fazendo ouvir seus cantos.

Mas, a fatalidade… mais cruel destino!…
Veio sem avisar, marcou as suas vidas,
E levou para o Além o bem-amado!

Foi numa tarde de sábado; que desatino!
Ali se esfumaram esp’ranças mais sentidas,
Ali, fatal, se cumpriu seu terrível fado.

Quinta da Piedade, 25 de fevereiro de 2016
JGRBranquinho    -    “Zé do Monte”