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terça-feira, 18 de abril de 2017

O MEU SONHO/POETA


O meu sonho/poeta... anseio/ambição,
Milagre por que espero cada momento!
Sentindo mais célere o coração
Por tal sonho na vida, meu intento.

Sonhar, meu Deus, é dura provação
Onde, dia a dia, se ouve meu lamento!
Outra ambição, nesta inquietação,
Não tenho!É constante sofrimento.

Onde está esse bem de encantar?!
Por que o não tenho em meu lugar?!
O que fiz de errado p'ra não o ter?!

Estranho sentimento de incerteza
Traz consigo arreigada tristeza:
- A dor de quem amo, aqui não ter.


JGRBranquinho   -   "Little White"

domingo, 9 de abril de 2017

NA CASA DE DEUS


Resultado de imagem para interior de igrejas


Na casa de Deus, naquela manhã sem ti,
Entrei e rezei, contigo em pensamento.
Dirigi, então, ao Céu, este meu lamento
No tempo silente que ali permaneci.

Na casa de Deus/Pai, juro que te senti!
Sim, aliviei, um pouco o meu tormento
Ali abri, de par em par, meu pensamento
Nessas orações, que então Lhe dirigi.

Que ali tivesse os olhos e ouvidos teus!
Que pudesses saber o que falei com Deus,
Que me tivesses acompanhado em oração!

Teria a nossa prece um maior fervor, 
Tendo-te a meu lado, meu único Amor!
Conhecerias, melhor, meu pobre coração.

JGRBranquinho   - "Little White"



sábado, 8 de abril de 2017

JARDIM SONHADO



Imagem relacionada

Fecharam-se as portas do jardim sonhado
Onde estava a Flor, razão de tanta lida
Paraíso que era mais que a própria vida!
E lhe fora, então, dia a dia, sonegado.


Olhou-as tantas vezes, esperançado
Na visão apetecida da imagem qu'rida!
E se a via mesmo ao longe, esbatida...
Soltava-se-lhe o coração alvoroçado.

Ali... naquela escola... ou na cidade...
Nesse tempo da ingénua mocidade...
Sofreu e resistiu por tão forte paixão.


Procurou-a; pôde, por vezes, encontrá-la.
Seu destino... já traçado...era amá-la!
Habitava, por inteiro, seu coração.

JGRBranquinho    -   "Little White"

domingo, 20 de março de 2016

REALIDADE E INTERROGAÇÃO



REALIDADE E INTERROGAÇÃO

Esp’rança morta é dor que tortura,
Destino perverso, triste realidade!
Como é dolorosa uma saudade,
Castigo injusto p'ra alma pura.

Esp’rança morta é dor que tortura,
A mais terrível e indigna crueldade!
A mais torpe, mais cruel realidade
P’ra quem amou, ama e amor jura.

Em seu coração, o amor perdura!
Em sua alma, de todas a mais pura,
Uma mágoa infinda, dolorosa!

Quem matou uma tão bela esp’rança?
Que força maior agiu qual vingança
Sem qualquer razão, nesta alma tão formosa?

Quinta da Piedade, 20 de março de 2016
JGRBranquinho   -   “Zé do Monte”