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domingo, 17 de abril de 2016

FOLHAS




Folhas mortas que caís no quieto lago,
Vosso espelho em vossa vida breve!
Folhas secas que deixais um lugar vago
No meu peito, cuja dor se não descreve.

Folhas caídas que perdeis no frio lago
Ilusões duma vida já desfeita…
Olhai, que do suplício por vós pago
Só vos dou esta imagem imperfeita:

Como vós… eu fui, em ambições!
Mas, ah! como em tristes desilusões
Se finaram meus anseios num momento!

Quis achar o Paraíso neste mundo!...
Mas… meus sonhos no pélago profundo
Se afundaram, p’ra sempre, meu tormento.

Outono de 2003
Revisto em Abril de 2016.
JGRBranquinho   -  “Little White”

sexta-feira, 8 de maio de 2015

C A N T O



Canto, hoje, ao tempo- canto à vida!...
Nesta corrida p’la Terra que é finita.
Vivê-la o melhor que pudermos, nossa lida!
Cada qual a ambicioná-la mais bonita.

Longe de todos, isolado no meu canto,
Procuro em mim o saber feito verdade:
Conseguir alcançar meu melhor canto
Ambicionado bem, suprema realidade.

Canto, sim! É meu maior prazer cantar
Sabendo que é altura da vida desfrutar
Já que a meta é a janela para a morte!

A vida é escola onde aprendemos dia a dia!
Onde convivemos com realidade e fantasia…
Onde todos procuram a tal amiga- a sorte.

Vilamoura, 1 de maio de 2015
JGRBranquinho   -  “Zé do Monte”

domingo, 23 de junho de 2013

UMA PERGUNTA , UM DESEJO



 UMA  PERGUNTA,  UM  DESEJO

O que faço? Leio, escrevo, desenho, canto….
Estou feito um vadio, depois de reformado!
Que mais posso eu fazer, quase acabado?!
Não quero que me vejam chorar meu pranto.

Quero aproveitar meus dias… no entanto…
Pouco mais fazer! É este meu triste fado?
Quero viver! Jamais vir a sentir-me isolado
E poder desfrutar da vida, algum encanto.

Quero encontrar gente de maior valor!
Conhecer, ainda… sua chama, seu calor,
Juntos caminharmos na estrada da vida.

Não ser uma ilha! Viver em sociedade
É...para mim…a mais ansiada liberdade!
A que desejo gozar, antes da partida.

Quinta da Piedade, 23 de junho de 2013
JGRBranquinho