sexta-feira, 10 de agosto de 2012

MEU CANTO

  MEU  CANTO

Cantei o amor por ti. Cantarei  eternamente!
Fi-lo logo que te vi. Fixei-o em minha mente.

Porque sinto este desejo? Somente porque te amo.
És sempre o meu ensejo Por ti a toda a hora chamo.

Estou longe, meu Amor. Mas…  estou contigo!
Suplanto esta dor, pois sei que estás comigo.

Vou amanhã procurar-te no nosso sagrado lago
Sei que vou abraçar-te; sentirás o meu afago .

Sentir-te nos meus braços-  a valer, de verdade!
Receber os teus abraços- suprema felicidade.
Quinta da Piedade, 10 de agosto de 2012
JGRBranquinho

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

UM ANJO NA CORREDOURA

UM  ANJO  NA  CORREDOURA

Era um entardecer calmo dum dia de julho- época de exames.
Por conselho de um professor, tinha decidido, em vésperas de importante exame no Liceu, ir até ao Jardim da Corredoura, descontrair um pouco, pois, segundo ele, o que não se aprendeu até ali, não vai aprender-se  no último dia, podendo ser, até, contraproducente!
Após o lanche na casa onde estava hospedado, na R. da Maceira, lá vai este vosso amigo para o jardim citado,  a uma hora mais agradável, após um dia de calor próprio da época estival, bem mais propício a umas merecidas férias que já tardavam mas se aproximavam, felizmente.
 Ao chegar junto ao lago, enquanto passeava o olhar na expetativa de apreciar a variedade de
peixes, fui  interrompido pelo “quá, quá” dos patos( que ali tinham também seu lugar adequado) e se assustaram devido à presença inesperada duma bonita jovem que corria junto ao lago, e eu nunca tinha visto na cidade.
Parou junto à grade protetora, bem perto de mim, e logo entabulámos conversação.
Um pouco mais nova que eu- teria cerca de 14 anos- encetámos, naturalmente, um passeio pelo jardim.
Ela tinha um perfume que ressaltava ainda mais a sua beleza,  e que  me agradava sobremaneira.
A sua voz, as suas maneiras cativantes, a sua alegria quase ingénua, tocaram-me extraordinariamente e já agradecia ao destino ter ali ido e poder conhecê-la.
Demos as mãos como duas crianças e brincámos de socalco em socalco, colhendo flores e acariciando-nos sem mal, rindo e olhando-nos com entusiasmo raro.
Sentia-me atraído por ela e percebia –lhe o mesmo sentimento.
Escondeu-se o sol no horizonte da Penha, era quase noite, éramos tão felizes!
Despedimo-nos sem sabermos  os nomes, sem mais palavras.Olhámo-nos e dissémos adeus até que ela desapareceu no fim da avenida  na parte norte, perto do quartel.
Vim impressionadíssimo para a pensão e só pensava nela e na quase certeza de que a iria encontrar no dia seguinte no mesmo local.
Voltei lá por diversos dias, sempre em vão! Julgava ter sonhado!  Mas… não! Foi mesmo real!Eu tinha ali estado com ela- um verdadeiro anjo que me visitou e desapareceu, com se tivesse vindo abençoar-me e voltasse para o seu lugar no Céu.
Nunca mais a vi! Que tristeza a minha! Porque razão aconteceu isto?! Interrogo-me, mas não tenho, ainda hoje, uma resposta. 
Se ela pudesse, ao fim de tantos anos, ler estas palavras! E se eu ainda a pudesse reencontrar , como seria feliz!
Quinta da Piedade, 7 de Agosto de 2012-- JGRBranquinho

O AMOR POR TI


O  AMOR  POR  TI

Cantei, canto e cantarei o amor por ti-  mulher,
Num deslumbramento interior que me faz bem.
Não mo consentir?!Jamais perdoaria a esse alguém!
Ninguém conseguiria matar em mim este querer.

Cantei, canto e cantarei enquanto Aqui estiver!
É essa a minha força maior, o meu imortal sentir.
Jamais, alguém, seria capaz de mo impedir
Porque te amo- Amor, falo-ei sempre que quiser.

Mesmo neste mundo perverso, quem se atreverá?
Pobre daquele que o tente! Breve se desiludirá
Porque sou teu e tu és minha- mulher querida.

Hei de de cantar-te em cada dia, em cada hora!
Poi se és tu- Amor- que todo o meu ser adora
Serás, eternamente, a mulher da minha vida.

Quinta da Piedade, 9 de Agosto de 2012
JGRBranquinho

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PASSARAM ANOS

PASSARAM  ANOS
Passaram dias, meses, anos, tantos, tantos!,
desde aquele dia de outubro- meu favor.
Viu-te subir o Monte, meu espírito sonhador
no teu caminhar célere- todo encantos.
Ninguém me tinha falado de ti!
Não sabia quem eras. Nunca te tinha visto!
Num repente… ali estavas, mulher, qual aparição!
Vi-te caminhar no sentido da casa onde também aprendi,
onde me prendi por breves quatro anos.
Comecei a interrogar-me:- Quem serias?
Logo soube, dado o pequeno meio onde vivia
e onde agora estavas, sem que eu soubesse
porquê e para quê.
(Soube, depois, que vinhas para continuar os estudos).
Vi-te durante alguns dias, admirando a tua beleza e elegância.
Certa vez, aguardei a saída e segui-te à distância.
Vi-te entrar na Casa da Quinta, onde viviam teus familiares.
Quantas vezes ali passei a contemplar esse santuário,
onde agora residias, na secreta esperança de te ver!
Certa tarde saíste e, por outro caminho,
fui ao teu encontro.
Cumprimentei-te com “um boa tarde”e dirigi-te a palavra.
Não sei o que disse! Estava trémulo de emoção e receio
sem saber como reagirias à minha tentativa de aproximação.
Fiquei  deslumbrado ao olhar-te assim tão perto!
Eras ainda mais bonita do que supunha,
ao ver-te à distância.
Despedi-me com  uma decisão íntima já tomada:
-iria escrever-te!
Encontrado “o correio”- uma garota de 6 anos—
 lá seguiu a missiva no dia 31 de outubro.
Quanta dúvida! Quanto receio! Quanto anseio!
No dia seguinte- 1.º de novembro- Dia de Todos Os Santos-
com o pretexto  de ir “pedir os santinhos”- como era hábito,
lá fui à Casa da Quinta, na expetativa de te ver e falar.
Vieste à porta com a empregada, de bandeja numa das  mãos,
enquanto na outra tu seguravas a garrafinha do licor da praxe.
Sem procurar saber ali a tua resposta,
logo breve ela veio, para meu sossego.
“ já devia ter pensado que não lhe negava esse pedido”…
Esta e todas as outras frases que escreveste,
eivadas de sentido e magia, enlouqueceram-me de alegria.
Não sabia o que fazer o pobre ser enamorado!
Procurei partilhar com alguém, a minha situação de regozijo.
Contei a uma pessoa de família e a um amigo de infância,
mas, num instante, a notícia se espalhou  no sítio,
sob a inveja de algumas pessoas, talvez a incredibilidade de outras
e a má fé de alguém que não viu com bons olhos o meu sucesso.
Seguiram-se episódios- os mais díspares- misto de alegrias e tristezas.
Fomos felizes à margem de situações problemáticas
que nos foram criadas, durante curtos-ou longos? anos,
mas sobrevivemos e amámo-nos sempre.
Bendito seja o AMOR!
Quinta da Piedade, 6 de agosto de 2012-08-06
JGRBranquinho.

domingo, 5 de agosto de 2012

SOBRE O AMOR

               SOBRE O AMOR

Quantos escreveram, já, sobre o AMOR?!
Quantos, ainda, poderão vir a escrever?!
Ninguém  poderá, hoje, saber  responder
Quantos sofrerão ainda de saudade e dor.
O  AMOR- esse sentimento por vezes  tão mal tratado-
- ‘não está em nós, dá-lo nem  quitá-lo’
como diz Almeida Garret pela boca de D. Madalena de Vilhena, no “Frei
Luís de Sousa”.
Muito pouco modestos são, os que pretendendo  dissertar sobre o AMOR,
o confundem  com atos de índole física-  e/ou  carinho-  pontuais!
Este é,  um sentimento sagrado! O mais sagrado dos sentimentos!
Poderá ter a paixão por começo- arrebatadora, impulsiva, forte, sim.
Por vezes confundindo-se , mesmo,com amizade, com solidariedade-
-até com um certo  gostar.
 O AMOR, não se faz nem se compra!
Está no peito e na alma (no fígado?).
Está em todo o nosso ser,
onde se instala mercê de outro ser, que,
por magia ou graça divina nos tocou.
O AMOR entre dois seres é a infinita atração!
É a  maior bênção terrena, sendo eterna!
Não brinquem com ELE!
Respeitem quem ama, quem sabe amar.
Nunca  se invoque este nome em vão.
Quinta  da Piedade, 4 de Agosto de 2012
JGRBranquinho

SERIA MUITO REDUNDANTE

SERIA  MUITO  REDUNDANTE
Descrever meus sentimentos,
utilizando tão  pobres poemas,
seria muito redundante para mim!
Escrevo, procurando  transmitir
 pontualmente,
 alguns estados de espírito
que na altura me  acompanham
e impelem a passá-los para o papel.
Nem sempre o conseguirei
- sei bem- mas fica, pelo menos,
um registo de algo que me tocou na altura
 e que tentei transmitir.
Quantas vezes isso já  me aconteceu!
Após terminar...
não fico inteiramenre satisfeito!
Julgo - sempre – que poderia ter feito muito melhor!
O poema, para mim, nunca está acabado!
Tenho- sempre-  a secreta esperança-
- de um dia o tornar melhor.
Por vezes volto a ele-
-umas vezes sem êxito-
- outras… lá fico mais tranquilo.
 É muito comum acontecer-me tal.
Mas… o poema, para mim, nunca está acabado!
Quinta da Piedade, 4 de Agosto de 2012
JGRBranquinho
Exibições: 

HOJE, ESCREVI UMA CARTA AO MEU AMOR


HOJE,  ESCREVI  UMA  CARTA  AO  MEU  AMOR
Hoje, escrevi uma carta ao meu Amor!
Usei palavras simples vindas do coração.
Confirmei-lhe como é vera esta paixão
Quantas vezes entrecortada pela dor.

Hoje, escrevi uma carta ao meu Amor
Como se fosse a única pela devoção!
Foi a minha procura da sublimação
Querendo atribuir-lhe o maior valor.

 Escrevi palavras, frases, as mais bonitas!
Quisera que fossem- mesmo- benditas
E a ela agradassem tanto como a mim.

Terei conseguido este sonhado  intento?
Seria, para mim, o maior contentamento,
Teria alcançado, então, o supremo fim.

Quinta da Piedade, 4 de Agosto de 2012
JGRBranquinho