domingo, 17 de agosto de 2014

AO SOM DUMA BELA CANÇÃO




AO SOM DUMA BELA CANÇÃO

Ao som de uma belíssima
 canção de amor
escrevo estas linhas para ti 
- mulher amada!
Escrevo sem esforço!
É dádiva consagrada 
Por tua graça 
num poema em teu louvor.
Ou a canção de SARDET,
 por agrado meu.
Quanto gostava de ouvi-la
 junto a ti!
Sim, senti-la-ia
ainda mais do que senti.
Partilhá-la contigo, 
seria quase o Céu.
Sim - meu doce Amor
 - minha Flor qu'rida.
Seria sntir mais intenso
o prazer da vida
aconchegado a mim
 teu corpo angelical.
Por que não tenho tal prazer
 há tanto tempo?!
Escutar belas melodias
sem este contratempo
E juntos desfrutarmos
 desse momento sem igual.

Quinta da Piedade, 17 de agosto de 2014
JGRBranquinho

sábado, 16 de agosto de 2014

QUANDO SE AMA CEGAMENTE

 

QUANDO SE AMA CEGAMENTE

Quando
se ama alguém cegamente
só porque
nos encantou sua presença!...
Corre-se o risco
que uma má sentença
possa vir
surpreender-nos num repente.
Olhámos!
Admirámos sua beleza,
julgando
pela simples aparência!
A nossa mente...
eivada de inocência...
viu, no momento,
de imediato, uma certeza.
 Somos, assim,
sem remédio, influenciados!
E... 'ao acordarmos'... '
sobrevém a desilusão!
Chega a realidade
ao nosso próprio coração
E sentimo-nos
por nossos olhos enganados.
A quantos
e quantas vezes já sucedeu
neste mundo
de enganos em que vivemos?!
Regra, por certo, não é,
mas acontece muitas vezes.
O conhecimento é essencial.
Não nos precipitemos.
As aparências iludem.
 Cuidado... corações apaixonados!

Quinta da Piedade, 16 de agosto de 2014
JGRBranquinho







quarta-feira, 13 de agosto de 2014

D E S I L U S Ã O



D E S I L U S Ã O

Desiludiste-me- senhora-
 foste-me falsa a valer.
Acreditei no teu amor sincero,
 quase sagrado!
Fui ingénuo, confiei,
quedei-me enfeitiçado…
Vejo agora que era bem falso
 o teu querer.
Desiludiste-me- senhora- 
foste-me falsa a valer.
Culpa de quem? 
Foi tudo culpa do meu fado?!
Que te fiz?! 
A sorte 
não esteve do meu lado?
Não falo da sorte
 mas d’alguém que me fez sofrer.
Não te peço que reconsideres.
 Jamais o farei!
Deixo-te a minha mágoa 
a que não ligarás, eu sei.
Tudo farei 
p'ra te não encontrar
mais na vida.
Foste a ilusão
 que me acompanhou durante anos!
Hoje... são montanhas tais
 cruéis desenganos!           

Não és a Flor que cantei-
 a mulher mais qu'rida 



Quinta da Piedade, 13 de agosto de 2014
JGRBranquinho

R E S P O N S A B I L I D A D E

 
 R E S P O N S A B I LI D A D E

Não raras vezes, as pessoas interrogam as pobres e inocentes crianças sobre o modo como gostam dos pais.
- Gostas muito? Muito, muito? Mesmo muito? Vá... diz lá!...
Outras vezes, permitem-se perguntar de qual gostam mais- se do pai, se da mãe- insistindo no erro e colocando as crianças em sérios apuros
Acredito que será mais para meterem conversa, embora continue a pensar (e comigo muitos dos que me lerem, certamente) que é de todo desapropriada tal atitude. Colocar à criança este dilema, é bem mais do que isso:- é pura patetice!
Eu assisti, especialmente na minha juventude, a cenas como estas e sempre me indignei. A mim próprio, algumas vezes, me colocaram perante esta falsa situação.
Depois, querendo remediar o erro, por verem as crianças atrapalhadas, lá  procuram ajudar, dizendo:
- Gostas muito, dos teus pais, claro! Eu sei que gostas! Era só a brincar!
Ou então, no segundo caso:-
- Gostas dos dois, não é?... Pois, eu sabia que tu gostavas muito dos dois.
Então... para que se fala assim?! "Porque non te calas"? como disse D. Juan Carlos de Espanha?
O que ficarão a pensar as crianças? Qual será a sua reação íntima, se é que não explodem logo?
Então- como diria o outro- "isto é gente que não interessa" !
Que se cuidem e se não zanguem comigo, se, por acaso, aqui vierem... Quem sabe?!...
Acarinhem as crianças, corrijam-nas, se for caso disso- a educação não se limita a beijinhos- e deixem-se de palermices.
Lembrem-se que elas têm o direito de ser respeitadas  na sua integridade, sem nunca esquecerem que elas aprendem com os mais velhos, por imitação, sem se darem conta de tal, naturalmente. 
Queremos educá-las, ou não?!
Então... pensemos cuidadosamente no modo como lidamos com elas.
Temos- TODOS- essa enorme responsabilidade a cada momento da vida.


Quinta da Piedade, 13 de agosto de 2014
JGRBranquinho

 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CONSTATAÇÃO

 

CONSTATAÇÃO

Correm os dias sem descanso, sem parar.
Despertamos e já por nós passaram anos!
Que não nos provoquem muitos danos
E a vida sem mácula possamos desfrutar.

Correm nossos dias, parecendo acelerar.
Acordamos e, de repente, eis-nos decanos!
Somos mais velhos, chegam os desenganos...
É preciso ser forte, não vale a pena chorar.

Também alegrias!... De tudo se compõe a vida!
Trabalhámos com afã, cumprimos nossa lida.
Temos, do bem que praticámos, consciência.

Agora, meus amigos, que poderemos fazer?
Procurar estar acordado, pensar, ler, escrever...
Refletir e agir, também tem algo de ciência.

Quinta da Piedade, 12 de agosto de 2014
JGRBranquinho




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A CORTIÇA




 A  CORTIÇA
Por certo já viram que, de há tempos para cá, aparecem nas lojas portuguesas- especialmente nas de artesanato- variadíssimos objetos de cortiça, verdadeiras obras de arte.
Longe vão os tempos em que apenas se viam (dos mais pequenos aos maiores) os célebres tarros que tanta utilidade tinham- especialmente no Alentejo- para uso de quem trabalhava no campo, mormente no que respeita aos pastores, que ali levavam a comida para o dia inteiro.
Era a melhor maneira de transportarem e manterem a comida em bom estado em qualquer das estações do ano.
Li esta semana um apontamento sobre a nossa cortiça- verdadeira riqueza nacional- que agora encontrou a forma de se tornar cada vez mais útil na nossa depauperada economia.
Em boa hora os nossos antepassados cuidaram do sobreiro, dispondo hoje o País de uma grande área de sobro, que de nove em nove anos, nos dá a valiosa cortiça.
Foi em Elvas, em casa de uma tia de meu pai- Mariana Mourato- que, ainda muito jovem, eu vi pela primeira vez, a aplicação da cortiça como isolante nas paredes interiores de toda a habitação. Um luxo e um conforto, simultaneamente.
As suas qualidades são realmente enormes e apontam-se mais de uma vintena neste produto tão essencial no nosso dia-a-dia:
- 100% natural, vegetal, ecológica, renovável, reciclável, biodegradável, impermeável, térmica, acústica, resistente, opaca, anti-bacteriana, inalérgica, lavável, flexível, à prova de água, suave, maleável ,extremamente leve e de fácil aplicação, fazendo-se já, inclusive, peças de vestuário, desde chapéus, sombrinhas, sapatos, malas, carteiras  e até vestidos, que pedem meças aos mais finos e delicados tecidos- enfim... verdadeiras obras de arte.
Grandes progressos na maquinaria, vieram desenvolver o seu fabrico e auxiliar os verdadeiros artistas que são os artesãos, que, felizmente, existem em Portugal e que devem ser ajudados, estimulando-os nessa tarefa de produção que tão útil é ao País.
Como alentejano tenho o grande privilégio de conhecer bem a cortiça e a sua utilidade, desde o descasque feito manualmente por homens com uma perícia de admirar, auxiliados por machados bem afiados numa tarefa que dá gosto apreciar.
É, também um prazer enorme olhar as montras e entrar nas lojas onde se expõem e vendem os artigos feitos de cortiça, tendo agora a possibilidade de os encontrar também nas áreas de serviço das auto-estradas. É preciso “é puxar os cordões à bolsa”…
Somos, a nível mundial, o maior produtor e exportador de cortiça! Até ver…
Mas, atenção a uma “pequenina” nação asiática que dá pelo nome de China e que está a intensificar o cultivo de sobreiros em Marrocos!… Vejam bem!
Em contrapartida, a Corticeira Amorim- a maior de Portugal, como é sabido- parece (utilizo aqui a expressão que li) “ que está a colocar os cangurus a cheirar cascas de sobreiro na longínqua Austrália”. Nunca as mãos lhe doam!
Confiemos que esta e outras iniciativas de caráter económico tenham continuidade e o devido apoio, a bem do nosso querido PORTUGAL.
Quinta da Piedade, 11 de agosto de 2014
JGRBranquinho