segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O FIM ÚLTIMO DA VIDA

O fim último da vida não é a excelência!
O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista. Vale a pena ler!

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário:
estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê.
Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro:quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

Sem vírus. www.avg.com

domingo, 21 de janeiro de 2018

SENTIDO FERVOR


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Os versos que te dou, amada Flor,
São frutos nascidos em meu coração.
Revelam-te algo da minha paixão
Quero que os aceites, amado Amor.

Dou-tos - mulher- com sentido fervor
Criado na hora que te encontrei!
 Porque são verdade, tos dediquei
Quero que os leias- meu doce Amor.

Espero que gostes e me dês razão
Alegrando este meu pobre coração
Sequioso de ti, mulher querida!

Escrevi-os a sós, pensando em ti
Neste dia longo que te não te vi
E tos dediquei- Amor- minha vida.

 ( Na minha casa do Monte Carvalho)
JGRBranquinho    - “ J. Little White”



sábado, 20 de janeiro de 2018

PRINCÍPIO E FIM?

PRINCÍPIO E FIM?
Dei-te meu forte abraço, minha vida,
Naquele momento d’amor, nosso jardim.
Veemência de quanto sentia em mim,
Por ti- Mulher/Amor- Mulher/Querida.
Abraçámo-nos, sim, por puro amor!
Éramos, então, ainda, muito novos,
julgando a vida, um mar de rosas!
Ingenuamente,
mal sabíamos o que nos esperava!
Vieram os ventos maus e, quase tudo se perdeu
na fúria devastadora de quem mandava!
Proíbir o Amor, quem pode?! Sim, quem pode?!
No entanto, muito jovens, que fazer?
Obediência contrafeita,
sofremos muito e, mal aconselhados,
fomos desistindo, embora na esperança
dum novo tempo que nos pudesse unir,
amainada a tempestade que nos assolava.
Não mais surgiu e fomos, cada um por seu lado,
percorrendo outros trilhos (caminhos paralelos)
que por isso mesmo, durante muitos sóis, muitas luas,
não nos proporcionaram o encontro
que há tanto aguardávamos.
Volvidos demorados anos, quis o Destino- meu Amor-
que naquela rua (Barros Queirós, em plena Lisboa)
nos encontrássemos!
Descrever esse momento é tarefa que, se por um lado é fácil, quanto à surpresa, se torna difícil dadas as sensações que por diversos estados de alma se entrechocaram!
Depois de tantos anos, num repente de sorte encontrar-te ali, é verdadeiramente indescritível por mais que eu procure as palavras- os melhores adjetivos- para qualificar tal instante!
Volvidos alguns minutos, intercalados de curtos silêncios, já refeito da surpresa, falei, então, com a calma possível, e aí começou a nossa conversa com o aclaramento das ideias a surgir aos poucos.
Falámos de tanta coisa! Algumas, até, sem muito nexo!
Convidei-te, então, para um café na “Suíça” e, ali, mais calmo, as coisas melhoraram um pouco, sem que, confesso, ainda não fosse o que é normal em mim.
Foram melhorando, acertámos contacto, e combinámos um novo encontro, desta vez já planeado.
Decorreu numa bela tarde de sábado (outra coisa não desejávamos) e tudo decorreu com a normalidade própria de pessoas que se amam e se desejam.
Tu sabes que foi assim e como continuou para nossa felicidade.
Fica este registo para a posteridade.
Adeus, meu Amor!
Um beijo.
JGRBranquinho  -  “J. Little White”





sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A BIBLIA

Bíblia de Gutenberg

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Exemplar da Bíblia de Gutenberg
A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo impresso da tradução em latim da Bíblia, por Johann Gutenberg, em Mogúncia (atual Mainz[1]), Alemanha. A produção da Bíblia começou em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455. Essa Bíblia é considerada o incunábulo mais importante, pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente.[2][3]
Uma cópia completa desta Bíblia possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes.
Acredita-se que 180 cópias foram produzidas, 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos.

SACADAS DE LISBOA

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Sacadas de Lisboa, século passado,
Em cada uma, gosto bem presente,
Encantam, hoje em dia, toda a gente
Canta-te o poeta, deslumbrado.

Expoentes maiores de tal realeza:
Avenida D. Carlos, Rua de S. Bento.
Ali me detenho, ou passo lento,
Preso de encanto por tal beleza.

Louvemos tão nobres antepassados.
Que eternamente sejam recordados!
Tornaram mais bela a nossa Capital.

Homens de bom gosto!O meu obrigado!
Em vossa honra, meu canto d’agrado.
Aqui vos deixo, gratidão sem igual.

Quinta da Piedade, 19 de janeiro de 2018
JGRBranquinho   -  “J. Little White”






segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

SENTIDAS EMOÇÕES


SENTIDAS EMOÇÕES
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Dum tempo bom desfiei recordações!
Lembranças dum passado sem igual.
Escrevo agora, a sós, por meu mal…
Sobre essas tão sentidas emoções.

Relembro momentos (os mais agradáveis)
Vividos contigo na cidade amada!
Quando estivemos com hora marcada
Conhecendo recantos inigualáveis.

Foi já há muito, sim, amado Amor,
Que te abracei e beijei, bonita Flor,
Com toda a verdade da minha paixão!

Relembrando esses tempos bem diversos,
Ontem… um escrito, hoje estes versos,
Tudo por vontade do meu coração.

JGRBranquinho  -  “J. Little White”






sábado, 13 de janeiro de 2018

DESFIANDO RECORDAÇÕES

DESFIANDO RECORDAÇÕES

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Lembras-te- Amor- daquela manhã de Primavera, em Monsanto?
Depois de durante alguns minutos apreciarmos tão bonita quão rica paisagem, resolvemos almoçar no restaurante panorâmico, cuja vista admirável se alongava por um vasto horizonte, sob um céu azul duma limpidez sem par, só vista nesta estação amiga, de que ambos somos assumidos admiradores. Aliás, sem receio de errar, como  acontece com a maioria das pessoas, que embora reconhecendo a importância das restantes, a consideram a rainha das estações.
Éramos dois adultos ainda jovens (“os enta” ainda não tinham batido à nossa porta) e, com a força do nosso amor invulgar, ali estávamos, agora sentados à mesa, desfiando recordações de agrado e saboreando a nossa própria refeição:- a tua, prato de peixe e a minha, de carne.
Raramente os nossos encontros eram de manhã, mas dessa vez, por conveniência de ambos, acertámos ser nesta parte do dia, que (com já tínhamos comentado) tinha sido uma escolha feliz, com mais tempo, até, para estarmos juntos, desfrutando esse privilégio que nos enchia alma e nos tocava o coração, fortalecendo os nossos laços de amor.
Poucas horas volvidas,voltou o apetite e fomos lanchar àquele lugar tradicionalmente visitado e frequentado -“ Os Pastéis de Belém”- quer por portugueses, quer por estrangeiros. Ali adoçámos a boca com essa deliciosa iguaria, acompanhada, como não poderia deixar de ser, por um saboroso café. Como era hábito, guardámos o pacotinho de açúcar onde, como sempre fazíamos, averbávamos um pensamento- o mais romântico que conseguíamos- que ali trocávamos, guardando-o com todo o carinho e que era lido vezes sem conta, até que novo encontro fosse combinado.
Que saudades desses inesquecíveis encontros onde fomos tão felizes, dando largas ao nosso amor! 
Eram sempre desejados e se, por azar, algum não se concretizava, era uma desilusão, mas não arrefecia o nosso entusiasmo, aguardando a possibilidade de um novo encontro.
Nesta Lisboa - capital de amor como a intitulei em alguns dos meus poemas- fomos muito felizes e em cada um dos nossos encontros encontrávamos sempre algo de diferente, que nos prendia a atenção, encantando-nos.
Tínhamos, aliás, também, sempre muito que dizer e mal nos despedíamos já fervilhava em nós o desejo de novo encontro e logo eu começava a pensar onde teria lugar. Aliás, eram quase sempre escolhidos por mim, pois conhecia melhor a cidade com seus belos recantos, bem como os lugares mais românticos em seu redor.
Hoje- meu Amor- escolhi lembrar um dos nossos inesquecíveis encontros para assim reviver um pouco a felicidade que neles encontrei a teu lado.
Até sempre, meu Amor!

José Garção Ribeiro Branquinho  -  “J. LittleWhite”