sábado, 22 de setembro de 2018

DESABAFANDO


DESABAFANDO


Bate meu coração sem parar,

          ritmado, em alegria!

Até quando, meu Bom Deus,

          meu Bom Pai?

Que eu não me aperceba…

          sem um ai…

Quando me chamares,

          chegar meu dia.

Quem o não desejará

            para o fim de seus dias?!

Deixar esta vida em paz, sem sofrimento, é, naturalmente, ambição de todos nós.

Será como Deus sabe, quando Deus quer, seu exclusivo segredo!

Quem ama a vida e é feliz, não tem que ter medo!

 Só tem que cumprir com verdadeira atitude solidária respeitando e amando o próximo nesta breve passagem por este “vale de lágrimas” como o designam os mais pessimistas, ufanando-se, convictamente, de mais realistas.

É o mundo em que vivemos, o mundo que temos! É esta a oportunidade que nos é dada, de cada um de nós, afincadamente, procurar mudar o rumo das coisas de modo a que possamos (concretizada a nossa contribuição) vivermos de consciência tranquila, dormindo então (merecidamente) nos braços de Morfeu, a sono solto, calmamente, cientes de que amanhã o dia será mais risonho (conscientes do dever cumprido) e também confiando na total adesão dos outros, em prol de tão desejada  e hercúlea missão comum, a que TODOS TÊM O DEVER DE ADERIR DE ALMA E CORAÇÃO.

O nosso dever é, assim, procurarmos em cada dia ultrapassar os obstáculos que nos surjam (em atitude francamente positiva) contribuindo para que, em colaboração com os outros, se concretize o tão ambicionado sonho de um mundo melhor, que alguns teimam ainda em contrariar (infelizmente não só aqui no nosso cantinho) como a cada passo se ouve e vê, com constantes atropelos a uma sã convivência entre os povos, com as vítimas do costume sem nada poderem fazer em sua defesa.

Será que também a nível das nações não poderia haver um melhor entendimento, num respeito mútuo no sentido de, afinal, todos serem mais felizes?!

Cada um no seu cantinho, sem ambições, sem guerras que tanto mal trazem à humanidade indefesa?!

Porque não trabalha, cada dirigente (cristão ou não) em prol do bem-estar dos seus próprios concidadãos, tendo como prioridades:-
 A Saúde e a Educação (VERDADEIRA JUSTIÇA SOCIAL) podendo então servir de exemplo aos que, estando no caminho errado, pudessem aprender e pôr em prática tão útil quão necessária lição a bem de toda a humanidade?!
Será isto uma utopia?!
Será assim tão difícil?!


  JGRBranquinho  - Setembro de 2018




quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Á S M U L H E R E S



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ÀS MULHERES

Canto ainda hoje
em meus escritos
(com amor e admiração)
às mulheres
(verdadeiras heroínas)
que conheci e admirei
e guardei no coração.
Canto, com verdade,
(de coração inteiro)
sua real virtude.
Por quem fiz
(total paixão,
total devoção)
minha melhor oração
Dever primeiro,
(sentir maior,
sentir verdadeiro)
O mais importante
no tempo já distante
da breve juventude.




                   Conheci grandes mulheres, insuperáveis donas de casa, amantíssimas mães e avós que em toda a sua vida fizeram um trabalho invulgar ao serviço da família e, concomitantemente, da própria sociedade em que estavam inseridas no interior do nosso Portugal - Alto Alentejo, distrito de Portalegre - onde vivi os primeiros vinte anos da minha vida.
   Naturalmente que sei que em outras regiões seria também assim, mas falo essencialmente do que vivi e conheci numa época já distante e em que despertei para o mundo, atingindo a adolescência num convívio diário com admiráveis mulheres que tanto me marcaram e perdurarão para todo o sempre em minha memória e meu coração.
   Tinham, na totalidade, as tarefas do seu lar e ainda algumas trabalhavam nas atividades campestres, ao serviço dos proprietários das terras, contribuindo, assim, para atenuar as dificuldades da vida numa época dura de viver, a par do trabalho dos maridos. Muitas, infelizmente, nunca viram o seu trabalho reconhecido e ainda eram vítimas de maus tratos por parte dos cônjuges, mormente nos dias de “copos”- já debaixo do efeito do álcool - o que me causava verdadeira revolta, incapaz como estava de lhes poder valer, tal como a maioria dos meus vizinhos, baseados na velha asserção de que “entre marido e mulher não metas a colher”.

       Era um machismo levado ao extremo, sem qualquer consideração pela igualdade de direitos que eram devidos às suas dedicadas companheiras.

    Infelizmente, volvidos mais de cinquenta anos, sei que ainda não atingimos o desiderato que é de acabarmos com esta terrível situação, embora não sendo já tão má como naquela revoltante época que vivi na minha juventude.

        Nessa altura as raparigas iam à escola, se assim seus pais quisessem, no máximo até à 4.ª classe, pois não havia obrigatoriedade escolar no que respeita ao género feminino, o que, naturalmente, as limitava imenso.
       As mulheres tinham, pois, como missão quase exclusiva, a criação e educação dos filhos e os trabalhos na agricultura, com algumas exceções que aprenderam a arte da costura, indo outras trabalhar como serviçais em casas de gente de mais posses, mas sempre ativas, colaborando para o melhor bem-estar de seus lares.
      Aliás, devo esclarecer que no que respeita aos próprios rapazes, na  década de quarenta, na minha freguesia de Ribeira de Nisa, lugar de Monte Carvalho, apenas eu e um outro meu vizinho continuámos os estudos, tendo este abandonado os estudos, volvidos somente dois anos.

    Lembro-me de ouvir afirmações por parte de alguns pais, que consideravam que os filhos deviam continuar a atividade dos pais e que, mandá-los estudar, era criar malandros!

      Meus pais não eram ricos, vivendo do seu trabalho. Meu pai como pequeno industrial no fabrico de canastras e cestas de madeira de castanho, e minha mãe como costureira muito conceituada no meio, exercendo também uma ação verdadeiramente pedagógica ao ensinar a arte da costura a raparigas da nossa região, que depois se vieram a revelar e foram substituindo aa mais velhas, já mais dedicadas a trabalhar para os netos, confecionando-lhes as primeiras roupas e a ocuparem-se em trabalhos de "malha" e "renda". 

      
    Salve, INESQUECÍVEIS MULHERES ! 
      Salve, MÃES , AVÓS E BISAVÓS QUE CONHECI, ADMIREI E AMEI.
  S A L V E ! S A L V E !
  O  M E U  O B R I G A D O !

  (ABRO AQUI UM PARÊNTESIS)
   
  
        (Por expressa vontade de minha mãe e concordância de meu pai, feita a 4.ª classe, continuei os estudos em Portalegre: - Escola Industrial Fradêsso da Silveira e, depois, no Liceu Nacional Mousinho da Silveira.
        Acabados estes cursos, ingressei no Exército como miliciano, servindo em Lisboa:- “Batalhão de Metralhadoras 1”, “Regimento de Cavalaria 7” e Centro de Instrução “Trem- Auto”.
        Fui colocado, depois, em Évora:- “Regimento de Artilharia Ligeira 1 ”e finalmente, em Coimbra:- “Grupo de Companhias de Saúde” onde passei à disponibilidade, tendo ainda participado em “Manobras Militares em S.ta Margarida”.
        Voltei a Évora, cidade que me marcou imenso pela positiva, pois foi ali que se definiu o meu futuro, ao obter o meu Curso de Professor.
    Comecei a minha atividade docente em Portalegre: - Escola da Fontedeira onde estive dois anos, vindo, finalmente, para Lisboa onde exerci durante 34 anos, em três escolas:- Escola n.º 145 - Penha de França, Olivais Norte nº 175/190 (que dirigi durante 13 anos) e Escola n.º 24 - Bairro de S. Miguel - Alvalade, onde me aposentei.
    Tive ainda oportunidade de entrar na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa (onde concluí o “Curso de Ciências Pedagógicas”) e  frequentar o Instituto Superior de Serviço Social).




   Voltando agora ao assunto principal deste meu escrito, devo acrescentar que as poucas pausas que o trabalho permitia, eram para idas aos mercados – “quartas” no Corro e sábados no Rossio (junto ao enorme e secular plátano) - e as feiras (dos porcos, em Janeiro, das cerejas em Junho e das cebolas em Setembro) consideradas como verdadeiros dias de festa, no nosso meio.
     Na aldeia tínhamos no último domingo de Agosto a nossa Festa em honra de Nossa Senhora da Esperança, que se prolongava por dois ou três dias, como ainda acontece, em pleno Séc.XXI.
       Claro que a meus olhos, e creio que aos do meu tempo, estes eventos tinham outro significado e isto compreende-se facilmente sem necessidade de mais palavras. Bom é que, apesar de tudo, se mantenham bem vivas estas velhinhas tradições, para alegria do povo, quer para os residentes, quer para os que estando a viver fora, nelas têm mais uma razão para reviver outros tempos e sentir a magia destes campos, com todos os aromas que deles ainda emanam e a frescura desta nossa abençoada ribeira, que tantos benefícios traz às terras da nossa amada Ribeira de Nisa, a freguesia em que nasci e aonde volto sempre que posso, sempre saudoso, sempre sequioso, desfrutando dos seus bons ares e habitando por sempre breves dias a minha velhinha casa- a casa em que me criaram meus saudosos pais - a minha verdadeira casa.


GRATO E ELES, 

GRATO A DEUS, PARA TODO O SEMPRE!

Monte Carvalho, Setembro de 2018
JGRBranquinho - “Zé do Monte”


terça-feira, 4 de setembro de 2018

CANTO E NÃO CANSO


CANTO E NÃO CANSO

Canto para ti, meus versos de amor
Canto sentido a ti consagrado!
Amor da minha vida e meu fado
Meu Amor, minha mais bonita flor.

Canto sentido com fé no futuro
Almejando a teu lado, minha vida!
Minha constante e ansiada lida
Nascida deste meu amor tão puro.

Canto sim, e não canso, mulher qu’rida!
Cantarei durante toda a vida
Em louvor do mais puro sentimento.

Meu único Amor, minha bela Flor
Crê em mim, aceita o meu louvor
Vivo no coração e pensamento.

Monte Carvalho, 4 de setembro de 2018
JGRBranquinho  -  J. Little White”


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

MONTE CARVALHO





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MONTE CARVALHO

Guardo hoje uma agradável lembrança
Da juventude - meu tempo adorado!
Sempre em mim vivo, sempre recordado
Memória que é eterna, que não cansa.

Neste meu doce berço, meu lugar,
Revivo saudoso meus calmos dias
Dum passado bom de fartas alegrias
Que p'ra sempre em mim vai perdurar.

Ó meu Monte Carvalho, minha terra,
Quanta paz em ti inda se encerra!
Como me sinto bem, vivendo aqui!

És tudo p’ra teu filho - mãe amiga!
Hei de doar-te uma linda cantiga
De todas, a melhor que eu já escrevi.

Monte Carvalho, 30 de agosto de 2018
JGRBranquinho - J. Little White






domingo, 26 de agosto de 2018

A MINHA "DINÂMICA"



A MINHA “DINÂMICA”

Guardo a melhor lembrança da minha bela"Dinâmica",
onde me deslocava dia a dia para ir para a cidade onde estudava- Portalegre - e também para ir namorar e ir a festas e feiras no distrito.
Grato a Deus e a meus pais por tê-la tido num tempo em que pouco tínhamos e éramos felizes com as benesses que íamos recebendo ainda que modestas.
Resta-me mais esta agradável recordação, volvidos tantos anos!
Um bom auxílio na minha vida de estudante a viver longe da cidade de Portalegre onde frequentei a Escola Industrial Fradesso da Silveira e Liceu Nacional Mouzinho da Silveira.
Que saudades desses tempos da juventude! 
Ai minha juventude, minha alegre juventude!
Com a minha bicicleta sentia-me o mais feliz dos rapazes no meu lugar de Monte Carvalho, onde vivi até cerca dos 20 anos, altura em que fui cumprir o serviço militar como miliciano em Lisboa. Ali estive nos "REGIMENTOS DE METRALHADORAS 1 " , "CAVALARIA 7 " e "TREM- AUTO"
onde obtive a carta de condução militar.
Fui depois colocado no "REGIMENTO DE ARTILHARIA 1 " em Évora, tendo, finalmente, ido a MANOBRAS MILITARES em Santa Margarida ao serviço do QUARTEL DA COMPANHIA DE SAÚDE DE COIMBRA", onde passei, finalmente, à disponibilidade.
Resolvi, então, ir frequentar a ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO em ÉVORA, onde completei o Curso com a classificação de 15 valores.
Exerci a profissão docente durante 2 anos em Portalegre - ESCOLA DA FONTEDEIRA. 
Transferi-me depois para Lisboa, onde trabalharei na ESCOLAS N.º 145- PENHA DE FRANÇA, ESCOLA 175/190  - OLIVAIS NORTE (que dirigi durante 13 anos) e ESCOLA N.º24  no BAIRRO DE S. MIGUEL- ALVALADE- LISBOA, onde me aposentei depois de 36 anos de serviço.
Hoje em dia (já sem a minha amada "DINÂMICA", que foi herdada por um meu primo) por dificuldades minhas que têm a ver com a idade, e também por razão da morte de minha mulher- a Maria de Jesus-  com quem vivi durante quase 45 anos, desloco-me de Lisboa, apenas cerca de meia dúzia de vezes por ano, a este lugar amado- Monte Carvalho - onde vi a luz do dia e fui tão feliz.
Até quando?!
Só Deus sabe!
José Garção Ribeiro Branquinho
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ÉS TU, FLOR, O MEU AMOR - ( acróstico)


ÉS TU, FLOR, O MEU AMOR   ( acróstico)

És tu, Flor,
          o meu anjo bom
          o meu encanto!
Sem ti... 
          tudo é triste,
          sem valor.
Trago-te comigo,
          és presença
          no meu canto
União eterna 
          de duas vidas,
          eterno amor.
Flor te chamo,
           meu AMOR,
           bela e muito pura!
Luz, também,
         na noite longa
         de tristeza!
O  meu amado sonho,
         sonho eivado
         de ternura
Renascendo
           nesta esperança
           minha certeza.
O pensamento... 
           em ti posto
           constantemente!
Minuto a minuto...
            esperança
            de te ver.
 É meu corpo e alma
             devotados
             plenamente
União firme     
             desejada 
             por todo o ser.
Ah! 
             como eu te prezo,
             meu Amor!
Mais do que pensas,
              crê, 
              é a verdade.
O meu silêncio
              escondia 
              a própria dor
Rosa terrena 
              fruto deste amor 
             de eternidade
Nota: Sem data
JGRBranquinho - "J. Little White"