quarta-feira, 30 de março de 2011

FLUI O RIO

Flui o rio entre margens escarpadas
Nasce o Sol reflectido em suas águas!
Esvaem-se aos poucos, minhas mágoas
Nas deslumbrantes paisagens encantadas.

Flui o rio entre as margens para o mar,
Corre a água e escrevo os versos meus.
Esvoaçam pássaros no azul dos céus,
Atento, deliciado, ouço o seu cantar.

Corre o tempo! Em horas se alonga o dia.
Calma, a Natureza, que todo o meu ser sentia,
Tudo era paz, beleza infinda, em meu redor!

Foi, então, que meus olhos se fecharam,
Sentindo perto imagens que se fixaram
Em mim, para todo o sempre, com amor.

JGRBranquinho

SONHO OUTRA VIDA

Na minha vida-
 - um tanto a sós...
Sonho outra vida
por amor de alguém.
Por ela...
se ergue a minha voz
Por ela...
o pensamento
se detém.

Por ela... o coração,
sentindo, se inflama!
Por ela... meus olhos,
 de emoção se inundam!
Por ela, de saudade imensa,
minha alma chama,
Por ela...
meus pensamentos
se aprofundam.

Por ela... choro, distante,
 em cada dia,
Nesta mágoa de a não ter
sempre a meu lado!
Não são, meus versos,
versos de alegria,
Sou um pobre poeta
 enamorado.

JGRBranquinho

AQUI - SENHOR !

Aqui, neste lugar,
aldeia onde nasci,
Tesouro de meus anos,
minha felicidade!
Desfruto de inusitada paz,
bendita realidade!,
Saudoso dum outro tempo
que então vivi.

Aqui, morada quente
que a própria alma aquece,
Revivo essa outra era
que não me esquece.

Aqui- Senhor!
Uma infância feliz,
infância descuidada...
Há muito passei com os meus-
-os mais queridos!
Aqui despertaram, para o mundo,
meus sentidos
Numa vida de alegrias
sempre recordada.

Benditos lugares
para mim quase sagrados!
Lugares do meu Monte,
dos recantos encantados.

Aqui,- Senhor!
Reconhecido Te agradeço!
Prece singela, meu louvor,
sentida gratidão!
Tais graças Tuas
eu mereço?...
Meu Deus, meu Pai,
meu Salvador, meu Irmão?!

JGRBranquinho

segunda-feira, 28 de março de 2011

VIDA EM MINHA VIDA

Ouço"IN  MEMORY" e penso em ti, Amor!
No rio, além, um barco à vela deslizando.
Sem o teu olhar tão terno- vida e calor!,
O poeta triste, saudoso, por ti chorando.

Guardo para ti- querida mulher- singela flor!
Em fresca hera o teu nome vou gravando.
Da Primavera tenho o encanto, luz e calor,
E em  pobres versos te vou cantando.

O meu pensamento...sempre em ti, posto!
No coração, a bela imagem do teu rosto
Por muito gostar- razão da minha lida!

Há Sol aqui, em mais um dia sem te ver!
Mas... sem ti... nada alegra o meu viver...
Pois só tu- mulher- dás vida à minha vida.

JGRBranquinho

ENCONTRAR- TE...

O teu poeta, teu amigo, teu admirador,
Tem por ti especial afecto, rara amizade.
Encontrar-te... foi suprema felicidade!
Um tempo bem recordado, sem favor.

Por ti,  meu pobre canto tem mais fulgor!
Meus poemas encerram mais verdade,
Têm, porventura, uma outra intensidade...
Minha poesia... outra força, outro fervor.

A ti, senhora, meu apreço ousei mostrar,
Meu coração... te abri  "de par em par"!
Meu viver... sofreu enorme mutação.

Feliz por te conhecer, sofro por te querer!
Regressei a uma outra era do meu ser...
Rejuvenesceu, também, meu coração.

JGRBranquinho

domingo, 27 de março de 2011

PORQUE ESCREVO- POR QUEM ESCREVO- PARA QUEM ESCREVO

PORQUE ESCREVO

Escrevo por uma força íntima que me impele, por um desejo forte que me impulsiona.
Escrevo, também, sim, por uma necessidade de conforto do meu coração e da minha alma que na escrita encontram o arrimo mais adequado.
Escrevo pela ligação estreita e eficaz dos neurónios, que se conjugam num trabalho em prol da minha escrita em prosa e/ou em poesia.
Escrevo porque assim encontro- ainda que pequena!-  uma réstea da felicidade que procuro e que até agora não encontrei noutras paragens, excepção feita ao desenho e à pintura, noutra época da minha vida e agora, um pouco, também, no canto.

POR QUEM ESCREVO

Escrevo por alguém que sei quem é! Por acontecimentos que vivi e senti ou coisas que me impressionaram. Outras vezes, por alguém que sonhei devesse existir! Que tanto desejo pudesse existir!
Por alguém que os meus sentidos idealizaram, querem acreditar que existe, e que hei de um dia encontrar.
Muitas vezes poderá parecer que uma certa pessoa está ali retratada...
Eu sei que assim pensam alguns dos que me interrogam.
Tenho que confessar que eu próprio me engano, quando por vezes julgo ver numa determinada pessoa esse ideal...
Escrevo com sentido, procuro ser claro, e, naturalmente, pode acontecer enquadrar-se esse escrito (poético, principalmente) num certo momento, numa pessoa que me tocou mais fortemente. É verdade!
Nunca menti a mim mesmo nem aos outros pelas razões óbvias que aduzi.
Até aos dias de hoje, assim tem sempre sido e assim será enquanto o meu espírito não se embotar.

PARA QUEM ESCREVO

Escrevo para mim mesmo, claro! Por essa necessidade imperiosa de dar forma ao que me vai na alma.
Escrevo para todos os que me possam vir a ler; que tenham essa paciência!...
Para aqueles que me desafiam e me tocam, e possam esperar de mim alguma reacção positiva ou até negativa... evidentemente!
Escrevo, ainda, quando julgo ser útil, embora até possa estar errado!... Mas, isso também é natural.
Não gosto de escrever por encomenda, é verdade! Já o fiz e farei, provavelmente, mas... prefiro escrever de "motu-próprio" sem imposições de qualquer espécie.

Nota:
Deu-me para isto, hoje, sem imposição de ninguém, se não de mim próprio.
Perdoem-me os que acharem que mais valia estar quietinho no meu canto.
JGRBranquinho

sábado, 26 de março de 2011

DOLOROSA SITUAÇÃO

Em sua morada forte-
      -amuralhada-
              -a tímida flor...
Mal vê seu sol amigo
       que a quer beijar!
Arrasta consigo,
        há tanto já!...
               enorme dor!
Dor de o não ter,
        que jamais , ali,
               se há-de apagar.

No alto do Monte-
       -ao longe!...
            o sol a esconder-se!
É mais um dia
       de o não poder-
           -sequer!- olhar.
Desiludida, triste,
       vê a flor o céu
             escurecer-se!
Resta-lhe,
       somente!... o recurso
              de poder sonhar.

JGRBranquinho