sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

É MUITO TARDE

 É  MUITO TARDE

Conheci-te, sim, e logo me inspiraste
Senhora/Menina - doce e muito bela!
Tua imagem (mais bonita aguarela)
Guardei em mim, não sei se reparaste.

Algum silêncio meu, por acanhamento,
Impediu- senhora- que o tivesse confessado!
Hoje, senhora, (segredo bem guardado)
Nestes meus versos, revelo tal sentimento.  

Cumpro, assim, este dever de te ser sincero.
Quero que saibas como te admiro e quero, 
Sabendo, enfim, que é muito tarde, senhora!

Em mim, este meu segredo hei de guardar!
Mas, tu, mulher, não sei se o vais considerar...
Mas, na verdade, em meu ser, és tu quem mora.

Quinta da Piedade. 12 de janeiro de 2018
JGRBranquinho  -  “J. Little White”




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DOURADO ACONCHEGO

DOURADO ACONCHEGO

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Meu Monte Carvalho, meu lugar de amor
Paraíso terrestre onde vi a luz do dia.
Lugar saudoso onde volto com alegria
Onde conheci um dia a mais bonita Flor.

Meu Monte Carvalho, meu lugar encantado
Terra onde nasceram meus pais, também.
Ali pudemos desfrutar do maior bem:
Dourado aconchego, jamais olvidado.

Recordo, desses tempos, os melhores amigos
Tempos de amor, bem vivos, embora antigos
Ali passados na distante juventude.

Oh! Como gostaria de voltar a essa era!
Hoje, meu Deus, são só saudade, só quimera
Mas, relembrá-los aqui, é também virtude.

Quinta da Piedade, 11 de janeiro de 2018
JGRBranquinho   -   “Zé do Monte”



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SINTO SAUDADES

SINTO SAUDADES
Recordo sempre, e com a maior saudade,
Meus queridos pais, os meus melhores amigos!
Recordo-os em nossos tempos bons, antigos,
Na nossa velha casa, nossa felicidade.

Ali vivíamos em plena Natureza
No Monte Carvalho, junto a Portalegre,
Ouvindo felizes, das aves, o canto alegre,
Numa vida, toda ela, feita de beleza.

Década de quarenta, minha juventude,
Onde, a meus olhos, tudo tinha virtude…
Julgando o mundo, paraíso ideal!

Nesse tempo, confesso, algo inocente,
Era feliz de verdade, vivia contente,
Sinto saudades dum tempo sem igual
Canto saudoso um tempo sem igual.

Quinta da Piedade, 9 de janeiro de 2018
JGRBranquinho   -    J.Little White”



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

TENHO SAUDADES


TENHO SAUDADES


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Tenho saudades, aqui na grande cidade
Saudades de te ver e ter junto a mim!
Aqui passo amargos dias, dias sem fim
Quase sem esperança, minha saudade.

Tenho saudades, sim, meu Amor/ Verdade
Saudades de todo o bem em tempo ruim!
O que espero? Que este tempo tenha fim!
Um nosso breve encontro… suma realidade!

Dia a dia, hora a hora, aqui te espero
Visitando lugares do nosso esmero
Amando-te entre flores, bonita Flor.

Serei de novo, mais eu, quando te tiver!
Abraçar-te e beijar-te, querida mulher
Satisfazendo meu anseio, amado Amor.

JGRBranquinho   -   “J. Little White”





segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SALVE, SEGUIDORES AMIGOS

 SALVE, SEGUIDORES AMIGOS

 Neste novo ano de 2018 venho desejar a todos os meus seguidores, as maiores felicidades! Que em todos os aspetos ele exceda as vossas melhores expetativas.
O meu obrigado pela amabilidade de seguirem o meu Blog. É para mim um verdadeiro estímulo, sim, esperando poder continuar a ter o vosso imprescindível apoio.
O meu abraço.

Quinta da Piedade, 8 de janeiro de 2018
JGRBranquinho   -  " J. Little White"

ALI À GRAÇA

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ALI À GRAÇA

Trinava a bela guitarra naquela praça
Onde alegre passava, contigo ao lado.
Parámos embevecidos, ouvindo o fado
Na voz do velho fadista, ali à Graça.

Ali, p’la vez primeira, conheci Lisboa
Acompanhado p’lo meu saudoso pai.
Com que nostalgia hoje recordo, ai, ai,
Essa feliz chegada que inda em mim ressoa.

Ontem- FLOR - na doçura de tua companhia
Quis o Destino, p’ra nossa intensa alegria
Ali levar-nos, coração com coração!

Bendito dia! Bendita foi essa hora
Que o poeta agradece ainda agora!
De tantas, sim, a mais bela recordação.

 JGRBranquinho   -   J. Little White”



sábado, 6 de janeiro de 2018

ACASO FELIZ


Encontrei-te -  AMOR - na extensa Rua da Palma, quando (tantos outros) por ali passavam! Acaso feliz p´ra dois entes que se amavam e que- jamais! - olvidaram nossas almas.Cumprimentámo-nos, afetuosamente, depois de tão longa ausência. Perguntas e mais perguntas sobre nossas vidas, preencheram grande parte do nosso casual encontro, obviamente. Depois, convidei-te para um café, a que acedeste com um sorriso, que me deixou louco de contentamento.
Sentados à mesa do Café, só tínhamos olhos um para o outro, sinal do encanto desse fortuito encontro que tanto nos estava a agradar!
Lembrámos outros tempos:- os longínquos tempos em que nos conhecemos e nos começámos a amar (tempos da juventude) na terra distante do nosso Alto Alentejo.
As peripécias das escapadelas às aulas, as venturosas e aventurosas horas nos bancos do jardim maior (Corredoura) e algumas idas até à Serra- moldura verde da cidade de Portalegre.
Foi um desfiar de recordações sem fim, prova de quanto nos agradaram!
Dadas as condições de agora, combinámos um próximo encontro, que viria a ter lugar, dias depois, na Papelaria Fernandes, no Largo do Rato.
Dali, partimos sem destino, ao sabor de agradável conversa, e só parámos no Largo Afonso de Albuquerque, em Belém! Quilómetros sem qualquer enfado, que nada nos custaram, tal era o nosso estado de alma!
Fez-se de noite e apanhámos um táxi até ao Marquês de Pombal, onde nos despedimos.
Durante alguns meses, continuaram os nossos encontros, até com algumas idas às praias mais próximas, sempre com a ternura dos nossos corações amantíssimos e a esfuziante alegria de nossas almas.
Aqui te deixo – AMADA - como te tinha prometido (em curta síntese) a referência já saudosa desse feliz acaso que nos proporcionou tanta felicidade.
Sei que a vais apreciar.
Um beijo grande.
JGRBranquinho   -  “ J.Little White”