domingo, 11 de março de 2018

PRINCÍPIO E FIM?

PRINCÍPIO E FIM?



Dei-te meu forte abraço, minha vida,
Naquele momento d’amor, nosso jardim.
Veemência de quanto sentia em mim,
Por ti- Mulher/Amor- Mulher/Querida.
Abraçámo-nos, sim, por puro amor!
Éramos, então, ainda, muito novos,
julgando a vida, um mar de rosas!
Ingenuamente,
mal sabíamos o que nos esperava!
Vieram os ventos maus e, quase tudo se perdeu
na fúria devastadora de quem mandava!
Proíbir o Amor, quem pode?! Sim, quem pode?!
No entanto, muito jovens, que fazer?
Obediência contrafeita,
sofremos muito e, mal aconselhados,
fomos desistindo, embora na esperança
dum novo tempo que nos pudesse unir,
amainada a tempestade que nos assolava.
Não mais surgiu e fomos, cada um por seu lado,
percorrendo outros trilhos (caminhos paralelos)
que por isso mesmo, durante muitos sóis, muitas luas,
não nos proporcionaram o encontro
que há tanto aguardávamos.
Volvidos demorados anos, quis o Destino- meu Amor-
que naquela rua (Barros Queirós, em plena Lisboa)
nos encontrássemos!
Descrever esse momento é tarefa que, se por um lado é fácil, quanto à surpresa, se torna difícil dadas as sensações que por diversos estados de alma se entrechocaram!
Depois de tantos anos, num repente de sorte encontrar-te ali, é verdadeiramente indescritível por mais que eu procure as palavras- os melhores adjetivos- para qualificar tal instante!
Volvidos alguns minutos, intercalados de curtos silêncios, já refeito da surpresa, falei, então, com a calma possível, e aí começou a nossa conversa com o aclaramento das ideias a surgir aos poucos.
Falámos de tanta coisa! Algumas, até, sem muito nexo!
Convidei-te, então, para um café na “Suíça” e, ali, mais calmo, as coisas melhoraram um pouco, sem que, confesso, ainda não fosse o que é normal em mim.
Foram melhorando, acertámos contacto, e combinámos um novo encontro, desta vez já planeado.
Decorreu numa bela tarde de sábado (outra coisa não desejávamos) e tudo decorreu com a normalidade própria de pessoas que se amam e se desejam.
Tu sabes que foi assim e como continuou para nossa felicidade.
Fica este registo para a posteridade.
Adeus, meu Amor!
Um beijo.
JGRBranquinho  -  “J. Little White”




NUNCA VIRAM UMA MULHER BONITA?

LOGOS

Logos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Logos, grafia grega
Logos (em grego λόγος, palavra), no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou falada—o Verbo. passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Verdade e da Beleza.
Logos sintetiza vários significados que, em português, estão separados, mas unidos em grego. Vem do verbo légo (no infinitivo: légein) que significa: (1) colher,, enumerar, calcular, escolher, ordenar, reunir; (2) narrar, pronunciar, proferir, falar, dizer, declarar, anunciar, nomear claramente, discutir; (3) pensar, refletir; (4) querer dizer, significar, falar como orador, contar; (5) ler em voz alta, recitar, fazer dizer. Lógos é: palavra; o que se diz; sentença; exemplo; conversa; assunto da discussão; pensar; inteligência; razão; faculdade de raciocinar; fundamento; causa; princípio; motivo; razão de alguma coisa; argumento; exercício da razão, juízo ou julgamento; bom senso; explicação; narrativa; estudos; valor atribuído a alguma coisa; razão íntima de alguma coisa; justificação; analogia. Enfim, lógos reúne numa só palavra quatro sentidos principais: (1) linguagem; (2) pensamento ou razão; (3) norma ou regra; (4) ser ou realidade íntima de alguma coisa. – Logía, que é usado como segundo elemento de várias palavras compostas, indica: conhecimento de; explicação racional de; estudo de. O lógos dá a razão, o sentido, o valor, a causa, o fundamento de alguma coisa, o ser da coisa. É também a razão conhecendo as coisas, pensando os seres, a linguagem que diz ou profere as coisas, dizendo o sentido ou o significado delas.
Na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, o evangelista se refere a Jesus Cristo como o Logos, isto é, a Palavra: "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra é Deus" João 1:1 (εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος)
(Há traduções do Evangelho em que Logos é o "Verbo"). O Logos também pode ser visto como o "Motivo" de todas as coisas, sendo a causa que explica o anseio existencial humano tão discutido pela filosofia.
Para muitos cristãos, a vida da pessoa que se tornou conhecida como Jesus Cristo não começou aqui na terra. Segundo essa compreensão, Ele mesmo teria falado da sua vida celeste pré-humana (Jo 3:13; 6:38, 62; 8:23, 42, 58). De acordo com uma compreensão corrente entre os cristãos, o livro João 1:1,2 fornece o nome celeste daquele que se tornou Jesus, dizendo: “No princípio era o Verbo [“Verbo”, Al; CBC; gr.: Lógos], no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus. Ele estava no princípio com Deus.”

A MINHA FILHA TERESA

Foto de Xomiga Caroxa.

A PORTALEGRE


Imagem intercalada 1

Cidade minha ternura,
minha saudade,
Oásis do Alentejo
minha mãe, minha verdade!
Aconchego de ouro
se em ti me vejo.

Minha Escola,
meu guia nesta vida!
Meu cantinho,
meu berço abençoado.
Na distância… eterna lida!
Anseio maior,
meu cuidado.

Em tuas ruas e praças
tanto me alegrei!
Em teus jardins…
aromas enternecem!
Aurora transtagana
onde muito amei,
Teus recantos mil
jamais me esquecem.

Quero-te, Portalegre,
meu horto, minha saudade!
Choro-te!
Na distância… 
minha amargura!
Quero-te muito,
Amor de eternidade!
Vivo a cantar-te,
minha Musa, 
minha Ventura.

JGRBranquinho  -  “J. Little White”

sábado, 10 de março de 2018

PERGUNTO


PERGUNTO
O que é que tens, meu Amor?
Não me sorris como dantes.
Queria ver-te como antes
Ó bela e viçosa Flor.

Quero logo ver-te alegre
Não me queiras ver sofrer
Quando te voltar a ver
Nesta nossa Portalegre.

Lá estarei à tua espera
Nesse sítio do costume
Longe de ti  desespera
Meu ser pelo teu perfume.

Portalegre (sem data)
JGRBranquinho  - “ J. Little White”






quinta-feira, 8 de março de 2018

SONETO: DO SÉC. XVII

Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).

CONTA E TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...