sexta-feira, 30 de setembro de 2016

NOSSO AMOR



Hoje… não vou esperar mais por ti,
Sendo tu o Amor da minha vida!
Houve um desencontro, mulher querida,
Não calculas a dor que em mim senti.

Não sei o que aconteceu em tua vida…
Mas creio que houve um motivo forte.
Nosso amor, merecia melhor sorte!
Por isso esta mágoa tão sentida.

Nosso amor vai para além da morte!
Não há, no mundo, ninguém que o corte!
Confiemos- meu AMOR - nesta verdade.

Vamos, pois, lutar com toda a coragem
Contra os que julgam ser uma miragem
Este amor- mais pura realidade.

NOTA:-
Revisto em 30 de Setembro de 2016, na Quinta da Piedade
JGRBranquinho   -  “Little White”




terça-feira, 27 de setembro de 2016

FUI SEU AMOR


Resultado de imagem para estrela brilhante no ceu
Era uma rapariga
linda como uma flor!
Na vastidão do meu céu,
estrela mais brilhante!
Encontrei-a 
num feliz acaso,
fui seu Amor.

Amei-a 
como a ninguém,
daí em diante.
Foi Amor duma vida,
mas que se perdeu!
Seguiu, cada um,
seu rumo, ao fim de anos,
Ficou a amizade
que não mais pereceu,
Sem a ninguém
causarmos danos.

NOTA:- Como diz o poeta VINÍCIUS DE MORAES, sobre o AMOR:- " Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure"

JGRBranquinho   -  “ Zé do Monte”

                    


OS TEUS OLHOS (Canção))


Os teus olhos- os mais brilhantes
São boninas sobre o prado
São como dois diamantes
São como dois diamantes
Que são todo o meu agrado.

São bonitos os teus olhos
São tão ternos e graciosos
Que amenizam meus escolhos
Que amenizam meus escolhos
Teus olhos- os mais formosos.

Não conheço outros iguais
Não há por certo no mundo
Os teus são meus ideais
Os teus são meus ideais
São o mar em que me inundo.

Revistos em Vilamoura, 28 de abril de 2015

JGRBranquinho      -   “Zé do Monte”

domingo, 25 de setembro de 2016

OUTROS TEMPOS, OUTRAS REALIDADES





Ouvi, um dia,
neste lugar amado,
pessoas que afirmavam
não crer em Deus!
Blasfemavam, até!
Incrédulos, de pasmar!
Riam-se dos que iam à Igreja, especialmente os homens, 
confessando o seu ateísmo.
Um desses homens, um dia, por azar, adoeceu gravemente.
A doença prolongou-se por muitos meses e, no nosso meio, pensava-se o pior,  até pela circunstância de ter uma prole enorme, ainda muito jovem.
Já profundamente desanimado, pediu aos cristãos da aldeia que rezassem por ele.
Disseram-lhe que também ele deveria procurar Deus.
(Interrogava-se a si mesmo como faria isso, se Deus sabia da sua incredulidade, logo aqui dando provas de não ser assim tão descrente…)
Então, os seus vizinhos crentes- incluindo os meus pais- tomaram a decisão de lhe pedirem que os autorizasse a reunirem-se à noite, em sua casa, a fim de, por meio da oração, procurarem, em conjunto, auxílio de Deus.
Eu era muito jovem ainda, e não posso dizer com exatidão, por quanto tempo se prolongaram essas reuniões.Sei que o nosso homem melhorou,voltando ao trabalho de canastreiro, falecendo volvidos muitos anos, já de idade muito avançada.
Dirão alguns (os que não têm fé) que não acreditam que fosse pelo poder da oração que o homem se converteu e se curou.
Estão no seu direito, claro.
Eu sou crente desde muito novo e estou infinitamente grato a Deus, por nunca ter perdido a minha fé, orando e confiando no SEU AMOR.  
Enquanto aqui vivi, lidei de perto com os 5 filhos deste senhor; fui especialmente amigo do António- o mais velho, que, mais tarde, deixou o ofício do pai - canastreiro- decidindo ir estudar em colégios da Igreja Adventista no nosso País e na Suíça. 
Igreja que, aliás, existe já há muitos anos na minha Ribeira de Nisa, realizando um louvável trabalho de assistência social na comunidade, organizando, inclusive, encontros de jovens, que assim melhor desenvolvem as suas capacidades, em récitas partilhadas com os da Igreja de Portalegre, a que assistem, com muito agrado, familiares e amigos, todos irmanados num verdadeiro espírito cristão. 
(Existem algumas diferenças entre esta Igreja e a Católica, entre as quais avulta a da guarda do sábado como dia de descanso-Dia do Senhor- e não o domingo.
Vivi e participei, na minha juventude, em muitas destas atividades, de que, confesso, sinto hoje muita saudade, 
pois, na altura, década de quarenta, não havia no lugar, sequer, um radiozinho, muito menos televisão, que só surgiria em 1957!  De vez em quando, para animar,  lá havia um outro bailarico, muito apreciado, como é de calcular, especialmente pelos jovens.
Eram tempos difíceis, em que o pouco que nos dessem, (não sendo nós muito exigentes devido ao meio em que vivíamos, longe das grandes urbes) já representava algo de bom.
Outros tempos, sim, os da minha infância e juventude, mas que nunca mais esquecerei.


Monte Carvalho, setembro de 2016
JGRBranquinho







OUTROS TEMPOS, OUTRAS REALIDADES - As minhas crónicas





Ouvi, um dia,
neste lugar amado,
pessoas que afirmavam
não crer em Deus!
Blasfemavam, até!
Incrédulos, de pasmar!
Riam-se dos que iam à Igreja, especialmente os homens, 
confessando o seu ateísmo.
Um desses homens, um dia, por azar, adoeceu gravemente.
A doença prolongou-se por muitos meses e, no nosso meio, pensava-se o pior,  até pela circunstância de ter uma prole enorme, ainda muito jovem.
Já profundamente desanimado, pediu aos cristãos da aldeia que rezassem por ele.
Disseram-lhe que também ele deveria procurar Deus.
(Interrogava-se a si mesmo como faria isso, se Deus sabia da sua incredulidade, logo aqui dando provas de não ser assim tão descrente…)
Então, os seus vizinhos crentes- incluindo os meus pais- tomaram a decisão de lhe pedirem que os autorizasse a reunirem-se à noite, em sua casa, a fim de, por meio da oração, procurarem, em conjunto, auxílio de Deus.
Eu era muito jovem ainda, e não posso dizer com exatidão, por quanto tempo se prolongaram essas reuniões.Sei que o nosso homem melhorou,voltando ao trabalho de canastreiro, falecendo volvidos muitos anos, já de idade muito avançada.
Dirão alguns (os que não têm fé) que não acreditam que fosse pelo poder da oração que o homem se converteu e se curou.
Estão no seu direito, claro.
Eu sou crente desde muito novo e estou infinitamente grato a Deus, por nunca ter perdido a minha fé, orando e confiando no SEU AMOR.  
Enquanto aqui vivi, lidei de perto com os 5 filhos deste senhor; fui especialmente amigo do António- o mais velho, que, mais tarde, deixou o ofício do pai - canastreiro- decidindo ir estudar em colégios da Igreja Adventista no nosso País e na Suíça. 
Igreja que, aliás, existe já há muitos anos na minha Ribeira de Nisa, realizando um louvável trabalho de assistência social na comunidade, organizando, inclusive, encontros de jovens, que assim melhor desenvolvem as suas capacidades, em récitas partilhadas com os da Igreja de Portalegre, a que assistem, com muito agrado, familiares e amigos, todos irmanados num verdadeiro espírito cristão. 
(Existem algumas diferenças entre esta Igreja e a Católica, entre as quais avulta a da guarda do sábado como dia de descanso-Dia do Senhor- e não o domingo.
Vivi e participei, na minha juventude, em muitas destas atividades, de que, confesso, sinto hoje muita saudade, 
pois, na altura, década de quarenta, não havia no lugar, sequer, um radiozinho, muito menos televisão, que só surgiria em 1957!  De vez em quando, para animar,  lá havia um outro bailarico, muito apreciado, como é de calcular, especialmente pelos jovens.
Eram tempos difíceis, em que o pouco que nos dessem, (não sendo nós muito exigentes devido ao meio em que vivíamos, longe das grandes urbes) já representava algo de bom.
Outros tempos, sim, os da minha infância e juventude, mas que nunca mais esquecerei.


Monte Carvalho, setembro de 2016
JGRBranquinho







sábado, 24 de setembro de 2016

TEMPOS DE PRIMAVERA

Resultado de imagem para primavera

Fui em tempos mui feliz
Amando sem condição.
Já senhor do meu nariz
Liberto o meu coração.

Tive várias namoradas
A sério, não a brincar…
Foram por mim muito amadas
Jamais as quis enganar.

Fui um digno namorado
A todas rendi louvor.
A todas dei meu amor
Muito amei e fui amado.

Ai tempos de primavera
Dessa era desfrutando!
Realidade, não quimera…
Fui mui feliz namorando.

Monte Carvalho, agosto de 2016
JGRBranquinho   -    "Zé do Monte"




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

LONGE DE TUDO

Resultado de imagem para Imagens do campo florido

Distante de tudo o que me incomoda…
Eis-me na paz do meu canto amado!
Aqui, revigoro-me, encantado,
Longe de tudo a que chamam moda.

Regresso à terra, minha amada terra,
Onde, tão feliz, na minha juventude,
Conheci da vida a maior virtude:
O AMOR e todo o bem que ele encerra.

Amei, fui amado! Estou grato a Deus.
Recebi de meus pais e de amigos meus
Carinho e inolvidável proteção!

Cresci, aqui, desfrutando amor!
Hoje, a todos rendo o meu louvor!
Guardo-vos bem junto ao coração.

 Monte Carvalho, setembro de 2016
JGRBranquinho  -  ”Zé do Monte”