terça-feira, 30 de outubro de 2012

      DE  ALMA  E  CORAÇÃO

Minha vida, hoje, é sonho lindo- senhora!
Sonho de um futuro, para nós melhor.
Revelado num poema de alma sonhadora
Aspiração mais sentida, sempre a maior.

Meus olhos aqui, choram de saudade
Na lembrança dum tempo que já vivi.
Ergo a cabeça, encaro a realidade
Mas continuamente a sonhar por ti.

Sozinho, caminho vivendo sem viver!
Sempre a sonhar, mesmo a sofrer
Por ti, meu desejo, minha ambição.

Sou o poeta que te canta hora a hora!
És tu- Amor- quem meu estro revigora,
Estou sempre contigo de alma e coração.

Quinta da Piedade, 30 de outubro de 2012
JGRBranquinho


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

AOS OLHOS TEUS ( Quadras)


AOS  OLHOS  TEUS
Quando olho os olhos teus
Com tal beleza me encanto.
Por isso nos versos meus
É aos teus olhos que eu canto.
É aos teus olhos que eu canto
Meu encantamento de amor!
Quero-lhes- Amor- tanto, tanto!
Têm pra mim maior valor.
Têm pra mim maior valor
Pois te pertencem, mulher.
Têm total doçura e calor
Não os tem uma qualquer.
Não os tem uma qualquer
São uma benção de Deus.
Enquanto eu os não tiver
Serão sempre os olhos teus.
Quinta da Piedade, 28 de outubro de 2012
JGRBranquinho
Exibições: 12

domingo, 28 de outubro de 2012

FOLHAS CAÍDAS, FOLHAS MORTAS


Folhas mortas que caís no quieto lago
Vosso espelho em vossa vida breve!
Folhas secas que deixais um lugar vago
No peito, cuja dor se não descreve.
Flhas caídas que perdeis no frio lago
Ilusões duma vida breve, já desfeita...
Olhai, que do sacrifício por vós pago,
Só vos dou esta imagem imperfeita:-
-Como vós- sim- eu fui, em ambições!
Mas... ah! como em tristes desilusões
Se transformaram meus anseios num momento!
Quis achar o Paraíso neste pobre mundo!
Mas... meus sonhos, no pélago profundo
Se afundaram, para sempre- meu tormento.
Revisto em 04/10/2012
JGRBranquinho

BOA NOITE, AMIGOS (acróstico)


Boa noite, felicidade!
O sentido é do melhor
Algo que significa amizade
Numa cena só de amor
Onde se procura o quentinho
Intimidade... a maior!
Tem que se ter jeitinho
Enquanto se ama o Amor.
Ai o tempo, ai a vida!
Muita volta a vida dá.
Inquieta, a nossa lida...
Ganhamos esperiência, "pá".
Olha que a ocasião tida
Sabe-se lá se voltará!...













JGRBranquinhr

sábado, 27 de outubro de 2012

EM JEITO DE DÉCIMAS E A MEU JEITO


Pus-me um dia a pensar:
Eu só quero é ser feliz.
E só nos resta rezar!?
P'ra nunca se ser infeliz?
Na vida que vamos vivendo
Com tanto sacrifício e dor
Mesmo tendo algum valor
Cá vamos andando ou correndo
Para nos irmos mantendo.
Mas... ó que vida de azar
Ter que andar a mourejar.
De que nos vale viver
Se teremos que morrer?
Pus-me um dia a pensar.

Ai a vida, a nossa vida
Tantas vezes um tormento
Quase constante lamento
E a ter que ser percorrida.
Pobre lida, tão pobre lida.
Ao lado há alguém que diz:
Só se é feliz em petiz!
Que raio de afirmação
Tão sem jeito, sem razão.
Eu só quero é ser feliz.
Sou louco em pensar assim?
Não foi Deus quem nos criou
Que no mundo nos deixou
Que cuida de ti e de mim?
Qual será, então, nosso fim?
Não nos poderemos alegrar?
Será que só podemos chorar?
Fico, então, algo tristonho.
Será tudo um amargo sonho
E só nos resta rezar!?
Amo o próximo, faço o bem
Quero ser amigo de verdade.
Que isto não seja vaidade
Balofa, que há muito quem tem...
Muitos, muitos mais que cem.
Isto é como aquele que diz
Como me fizeram... assim fiz!
Não!- Teremos que nos doar
Ao próximo temos que amar
P'ra nunca se ser infeliz.
Quinta da Piedade, 26 de outubro de 2012
JGRBranquinho
Exibiçõ

terça-feira, 23 de outubro de 2012


 ETERNO  QUERER,  ETERNA  SAUDADE

Eterno querer, eterna saudade dum único Amor!
Uma vida longa d'amor sem fim, sem descanso.
Um navegar romântico no rio largo e manso
Num saudar-te ansioso  por singular amor.

Eterno querer eterna saudade plo único Amor!
Desde a tarde outonal que lembrar não canso.
É esse sentir de então, que ainda hoje alcanço!,
Por vezes transmudado em sentida dor.

Dor duma ausência dura na atroz distância
Ainda, assim, minorada por essa fragância
Que perfuma os dias de um tão puro amor!

É por estas razões que canto o amor por ti.
Nada- nem ninguém-  me dirá que te perdi
Minha vida, meu romance, meu único Amor.

Quinta da Piedade, 23 de outubro de 2012
JGRBranquinho



sábado, 20 de outubro de 2012

UMA VERDADEIRA FLOR


        UMA  VERDADEIRA  FLOR

Estavas tão bonita- senhora do meu amor!
Mais bonita ainda que o costume, se é possível...
Em plena da Natureza/Mãe, uma verdadeira flor!
De uma beleza suprema, julgada incrível.

Estavas tão bonita- minha musa de inspiração!
O poeta, teu cantor, mais que louco, fascinado.
Estavas tão bonita- senhora- minha paixão!
Morreu um pouco a dor dum ser enamorado.

Junto a ti- mulher- pulsa mais meu coração,
Esqueço tristezas, transforma-se o meu dia.
Estremece meu ser dominado p'la emoção,
Querida ninfa amada, minha ousada fantasia.

08/02/08
Revisto em 20 de outubro de 2012.
JGRBranquinho




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

        DOCE  OLHAR

Doce olhar que me endoidece
E me faz sofrer, assim!...
É esse que em ti se esquece
E eu quisera ter em mim.

Quisera-o sempre juntinho
Do meu peito, a palpitar,
Para na vida, o caminho
Mais alegre me tornar.

Quisera-o sempre a fitar-me
Com bondade e afeição
P'ra que à noite ao deitar-me
O levasse em meu coração.

Ver os teus olhos queridos
Depois, em sonhos de amor,
Fixando-se em meus sentidos
Qual linda e formosa flor.

E, depois, ao acordar
Desses sonhos de ilusão!...
Poder ter o teu olhar
Bem juntinho ao coração.

JGRBranquinho.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


             MINHA  SAUDADE

Tão formosa, ainda há pouco tu partiste
E contigo partiu, também, meu coração.
Sem o olhar com que hoje me sorriste
Fico, aqui, em tão amarga solidão.

Em tua ausência... saudades são tormento,
Não me deixam, sequer, por um instante!
Aqui, sem ti, meu contínuo pensamento
Te procura- senhora- já tão distante.

Sou um triste solitário vagueando errante,
Sou sombra que te segue, passo a passo
E te acompanha, dia a dia, eternamente!

Minha saudade é sempre uma constante!
Meus grilhões tão fortes como o aço
Que me subjugam e matam lentamente.

Revisto em 17 de outubro de2012, na Quinta da Piedade
JGRBranquinho



   DIAS  LONGOS,  DIAS  CRUEIS

Amor! Os dias que não te posso ver
São sempre longos, crueis, me torturam
Juntamente co'as saudades que perduram
E que aumentam, ainda mais, o meu sofrer.

Acordar! Pensar em ti. Logo a esperar-te!
A manhã suspirando no desejo de que acabe
Neste íntimo sentir que só Deus sabe!...
Porque às treze, é a hora de encontrar-te.

Transpões aquela porta e vejo-te ofegante!
Cumprimentamo-nos quase só com um sorriso...
E todo o meu ser estremece de emoção!

Sinto, agora, tua presença reconfortante,
Meu constante anseio! Que tanto preciso
Para sossego deste contrito coração.

Revisto na Quinta da Piedade, em 17 de outubro de 2012.
JGRBranquinho

  ESTAVAS  LINDA-  AMOR !

Estavas linda-  hoje-
- Amor-
 como sempre és!
Mas...talvez mais ainda
Numa beleza que não tem rival!
Dum deslumbramento
que por ti não finda
E que para o teu poeta
não tem igual.

Estavas linda- hoje-
-Amor-
como sempre és!
Deusa da minha vida,
 céu que tanto amo.
Estavas linda-hoje-
Amor-
como sempre és!
Deveria tê-lo dito
ajoelhado a teus pés
Mulher divina,
estrela por quem eu clamo.

Estavas linda- hoje-
-Amor-
como sempre és!
Minha bênção, minha vida,
meu anjo protetor.
Pude ver-te em sossego
 por mais tempo junto a mim...
Mas foi tão breve, ainda,
esta tarde,
MEU  AMOR.

Revisto na Quinta da Piedade, em 17 de outubro de 2012
JGRBranquinho

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


             UM  SÓ  OLHAR

Pode dizer muito- Amor- um só olhar,
Quando a coragm não vence a timidez!
Quando a razão não sabe os porquês
Que nos fazem ter que sofrer e calar.

Quantas vezes...
          Ah!... quantas vezes
               senti desejo de gritar bem alto
                       que te quero e não esqueço!
Quantas vezes...quantas vezes
             dei por mim a lastimar
                   não saber se terei o teu apreço!
Oh! como pude a ti- Musa amada-
                 -ocultar que és minha inspiradora?!
Que por ti se criara, em mim,
                     esta forte adoração?
Oh! como pude, a sofrer,
              silenciar o sentir desta alma sofredora,
O bater acelerado, apaixonado,
                       deste pobre coração.

Revisto na Quinta da Piedade em 15 de outubro de 2012
JGRBranquinho

domingo, 14 de outubro de 2012



                       LUZ  DE  VIDA

Encantada como visão de sonhos de criança
Subtil, qual voejar de avezinha ligeira, bela!
Meiga como o balir de ovelhinha mansa
Ou qual salto gentil de tímida gazela.

És tu, celeste alvorecer, supremo ideal,
Que tens o explendor de lúcidos arcanjos!
Emana de ti, luz brilhante, qual luz celestial
Só possível no sorrir de puros anjos.

Luz de vida, encantado raiar d'aurora
De brilho sem ter igual pela vida fora
Como outro não há,. no mundo, assim!

A noite da minha vida vieste agora iluminar,
A densa treva, em mim, vieste dissipar,
Refulge e brilha, para sempre, em mim.

Revisto em 14 de outubro de 2012
JGRBranquinho


                   SE PUDESSE

Se pudesse contar-te o que em mim sinto
Ou tivesse a coragem de hoje to dizer...
Se pudesse falar verdade enquanto minto
E me engano, sim, mesmo sem querer.

Se pudesse destruir o mundo de receio
Perpétua prisão que oprime meu pobre ser!...
Quebrar estes grilhões em que me enleio
E a minha verdade te não deixam ver.

Se pudesse estar contigo bem a sós...
Com Deus por testemunha, entre nós...
Nossas vidas entregues ao Seu poder...

Dir-te-ia, mulher, baixinho, quase a medo,
Como quem conta um íntimo segredo...
A dor d'alma que atormenta o meu viver.

Revisto em 14 de outubro de 2012
JGRBranquinho

sábado, 13 de outubro de 2012

DIA DOS TEUS ANOS

       DIA DOS TEUS ANOS

Acordou  o dia de outono- dia mais lindo
Deste mês d'encanto- o do teu nascimento!
No meu peito- por ti- este amor infindo
Tão mal cantado, meu maior lamento.

Quisera cantar-te com brilho diferente
Tal com é diferente este amor por ti!
Mas- pobre poeta- por mais diligente...
Não consegui cantar-to como o senti.

És a minha musa- a mulher que adoro!
Quem me inspira, quem me dá prazer.
Em minhas preces é por ti que imploro,
Vivendo neste receio de te perder.

Que este dia se repita vezes sem conta
E eu possa estar mais próximo de ti!
Que se vá breve esta maldita afronta
E possa dizer, com verdade, que vivi.

Revisto na Quinta da Piedade, em 13 de outubro de 2012
JGRBranquinho

INSPIRAÇÃO MAIOR

        INSPIRAÇÃO  MAIOR

Adeus, Musa d' encanto- Musa inspiradora,
Deusa terrena a quem adoro loucamente!
Estrela do meu céu, estrela precursora
Única que me ilumina e afaga docemente
.
Saúdo-te na tua inigualável bondade
Fruto bem nascido em coração de ouro.
Rosa branca sem sombra de vaidade,
Alma mais sensível- meu único tesouro!

Não me julgues mal, aceita o meu amor
Cantado em meus poemas de louvor,
Insuperável porque é um dom de Deus!

Saúdo-te, sim, por me seres tão querida
Canção minha, por mais ninguém sentida!
A inspiração maior dos versos meus
.
Revisto na Quinta da Piedade em 13 de outubro de 2012
JGRBranquinho

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

GOSTAR DE TI


        GOSTAR  DE  TI
Gostar de ti…
é desejar estar sempre contigo!
É ver-te em cada lugar de meu agrado,
é sentir-te lá.
É esperar-te em cada momento,
 seres saudade em cada instante.
Gostar de ti…
é ser mais que teu amigo!
É querer-te com redobrado amor
 dia a dia demonstrado.
É sentir-te em mim!
É seres minha obsessão constante.
Gostar de ti…
é venerar-te, é adorar o que há de mais belo!
É viver longe do mal e amar o bem.
É pensar um poema e escrevê-lo.
É entregá-lo em tuas mãos
 como símbolo do amor mais puro
 que jamais sentiu alguém .
Gostar de ti…
é lembrar-te na distância a toda a hora!
É viver sem sacrifício para te agradar.
É ter-te como deusa a quem se adora!
Por ti…
tudo deixar, tudo esquecer,
SÓ  P’RA  TE  AMAR.-
 Quinta da Piedade, 10 de outubro de 2012
JGRBranquinho

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

À MAIS LINDA MULHER


CENAS DA VIDA REAL-"DÁ AS NOZES AO SENHOR"!


                                               CENAS  DA  VIDA  REAL
“DÁ  AS  NOZES  AO  SENHOR”
Saira de casa com a minha mulher- grávida de 6 meses da primeira filha- para, a conselho médico, darmos um passeio por Lisboa, à tardinha.
No regresso, chegados ao Largo do Conde Barão- onde vivíamos no 4.º andar do n.º 27-   deparámos com um vendedor ambulante rodeado de compradores.
O homem dispunha de uma balança de braços iguais, que segurava numa das mãos, utilizando a outra para colocar as nozes e os pesos respetivos nas denominadas conchas.
As pessoas aguardavam  a sua vez, enquanto o dito vendedor, ao mesmo tempo que pesava, ia apregoando, com quanta voz tinha, o preço do produto, tido como muito barato…
Reparei, então, que tinha sempre um ou outro peso numa das conchas, mudando-o conforme  lhe dava jeito e de acordo com o pedido das pessoas, claro. Mas… mantinha sempre um, que ora acrescentava ora tirava!
Para além disto, manejava a balança com a mestria  de homem  sabido e intrujão, valendo-se do cotovelo do lado onde estava a mercadoria, inclinando-a  assim, para baixo, o que dava a ideia de muito bem pesado, estando, no entanto, a roubar no peso.- Aliás, esta manha era conhecida de algumas pessoas ligadas aos mercados de então.
Apregoava-se barato, mas lá se ia o aparente ganho pela menor quantidade de mercadoria.
Chegada a  minha vez, pedi-lhe que me pesasse um quilo de nozes e disse-lhe:- “Pese isso bem”!
-Responde-me de imediato:- Ó meu senhor, aqui não se engana ninguém!
Entretanto, puxo da carteira, onde tinha, por brincadeira, um cartão anedótico, semelhante a um que era usado por alguns funcionários do Estado (especialmente fiscais) e que tinha uma faixa  verde e vermelha na diagonal.
O homem repara no cartão e, sabendo bem o que estava a fazer, diz à companheira que recebia o dinheiro;- “Ó mulher, dá as nozes ao senhor, dá as nozes ao senhor”!
A minha reação  foi a de não aceitar e de lhe dizer que eu queria apenas as nozes bem pesadas.
Deu-me mais algumas e teve que ouvir (ouviu mesmo e cumpriu?) o meu conselho/ameaça no sentido de não voltar a cometer tal irregularidade.
Despedimo-nos e ele lá continuou a marcha para ir vender para outro lado, na sua faina de vender barato, enganando o próximo, quem sabe?!
Cenas da vida! Cenas da vida!
Quinta da Piedade, 7 de outubro de 2012- JGRBranquinho

À MAIS LINDA MULHER

CENAS DA VIDA REAL-"DÁ AS NOZES AO SENHOR"!


                                               CENAS  DA  VIDA  REAL
“DÁ  AS  NOZES  AO  SENHOR”
Saira de casa com a minha mulher- grávida de 6 meses da primeira filha- para, a conselho médico, darmos um passeio por Lisboa, à tardinha.
No regresso, chegados ao Largo do Conde Barão- onde vivíamos no 4.º andar do n.º 27-   deparámos com um vendedor ambulante rodeado de compradores.
O homem dispunha de uma balança de braços iguais, que segurava numa das mãos, utilizando a outra para colocar as nozes e os pesos respetivos nas denominadas conchas.
As pessoas aguardavam  a sua vez, enquanto o dito vendedor, ao mesmo tempo que pesava, ia apregoando, com quanta voz tinha, o preço do produto, tido como muito barato…
Reparei, então, que tinha sempre um ou outro peso numa das conchas, mudando-o conforme  lhe dava jeito e de acordo com o pedido das pessoas, claro. Mas… mantinha sempre um, que ora acrescentava ora tirava!
Para além disto, manejava a balança com a mestria  de homem  sabido e intrujão, valendo-se do cotovelo do lado onde estava a mercadoria, inclinando-a  assim, para baixo, o que dava a ideia de muito bem pesado, estando, no entanto, a roubar no peso.- Aliás, esta manha era conhecida de algumas pessoas ligadas aos mercados de então.
Apregoava-se barato, mas lá se ia o aparente ganho pela menor quantidade de mercadoria.
Chegada a  minha vez, pedi-lhe que me pesasse um quilo de nozes e disse-lhe:- “Pese isso bem”!
-Responde-me de imediato:- Ó meu senhor, aqui não se engana ninguém!
Entretanto, puxo da carteira, onde tinha, por brincadeira, um cartão anedótico, semelhante a um que era usado por alguns funcionários do Estado (especialmente fiscais) e que tinha uma faixa  verde e vermelha na diagonal.
O homem repara no cartão e, sabendo bem o que estava a fazer, diz à companheira que recebia o dinheiro;- “Ó mulher, dá as nozes ao senhor, dá as nozes ao senhor”!
A minha reação  foi a de não aceitar e de lhe dizer que eu queria apenas as nozes bem pesadas.
Deu-me mais algumas e teve que ouvir (ouviu mesmo e cumpriu?) o meu conselho/ameaça no sentido de não voltar a cometer tal irregularidade.
Despedimo-nos e ele lá continuou a marcha para ir vender para outro lado, na sua faina de vender barato, enganando o próximo, quem sabe?!
Cenas da vida! Cenas da vida!
Quinta da Piedade, 7 de outubro de 2012- JGRBranquinho


                               SINTRA
Quero cantar-te em meus versos, terra amiga,
 Quero erguer a minha taça em teu louvor.
É tua beleza tão grande quanto antiga,
Terra de sonho, linda Sintra- meu Amor.

Enquadrada de paisagem sem ter igual!
 Luxuriante vegetação de edénica imponência,
És paraíso do nosso querido Portugal,
Glória  centenária  de sua  existência.

Teus palácios, com raro gosto construídos,
Teus parques de viçosas flores bem providos,
Exuberantes de viço e cor, são de admirar.

Tuas encostas- quase a pique- olho cismando!
E teu nobre castelo, nas alturas dominando,
Vê-te aos pés, formosa Sintra de encantar.

Revisto em 8 de outubro de 2012.
JGRBranquinho

domingo, 7 de outubro de 2012

CENAS DA VIDA REAL-"DÁ AS NOZES AO SENHOR"!


                                               CENAS  DA  VIDA  REAL
“DÁ  AS  NOZES  AO  SENHOR”
Saira de casa com a minha mulher- grávida de 6 meses da primeira filha- para, a conselho médico, darmos um passeio por Lisboa, à tardinha.
No regresso, chegados ao Largo do Conde Barão- onde vivíamos no 4.º andar do n.º 27-   deparámos com um vendedor ambulante rodeado de compradores.
O homem dispunha de uma balança de braços iguais, que segurava numa das mãos, utilizando a outra para colocar as nozes e os pesos respetivos nas denominadas conchas.
As pessoas aguardavam  a sua vez, enquanto o dito vendedor, ao mesmo tempo que pesava, ia apregoando, com quanta voz tinha, o preço do produto, tido como muito barato…
Reparei, então, que tinha sempre um ou outro peso numa das conchas, mudando-o conforme  lhe dava jeito e de acordo com o pedido das pessoas, claro. Mas… mantinha sempre um, que ora acrescentava ora tirava!
Para além disto, manejava a balança com a mestria  de homem  sabido e intrujão, valendo-se do cotovelo do lado onde estava a mercadoria, inclinando-a  assim, para baixo, o que dava a ideia de muito bem pesado, estando, no entanto, a roubar no peso.- Aliás, esta manha era conhecida de algumas pessoas ligadas aos mercados de então.
Apregoava-se barato, mas lá se ia o aparente ganho pela menor quantidade de mercadoria.
Chegada a  minha vez, pedi-lhe que me pesasse um quilo de nozes e disse-lhe:- “Pese isso bem”!
-Responde-me de imediato:- Ó meu senhor, aqui não se engana ninguém!
Entretanto, puxo da carteira, onde tinha, por brincadeira, um cartão anedótico, semelhante a um que era usado por alguns funcionários do Estado (especialmente fiscais) e que tinha uma faixa  verde e vermelha na diagonal.
O homem repara no cartão e, sabendo bem o que estava a fazer, diz à companheira que recebia o dinheiro;- “Ó mulher, dá as nozes ao senhor, dá as nozes ao senhor”!
A minha reação  foi a de não aceitar e de lhe dizer que eu queria apenas as nozes bem pesadas.
Deu-me mais algumas e teve que ouvir (ouviu mesmo e cumpriu?) o meu conselho/ameaça no sentido de não voltar a cometer tal irregularidade.
Despedimo-nos e ele lá continuou a marcha para ir vender para outro lado, na sua faina de vender barato, enganando o próximo, quem sabe?!
Cenas da vida! Cenas da vida!
Quinta da Piedade, 7 de outubro de 2012- JGRBranquinho

sábado, 6 de outubro de 2012

BENDITO NATAL ! BENDITO NATAL!

Resultado de imagem para noite de natal

BENDITO  NATAL!  BENDITO  NATAL !

Meu Natal de infância! Minha eterna saudade!
Meu Natal feliz, vivido intensamente na distante aldeia do meu Monte Carvalho,
onde tudo era paz, sossego e bem-estar!
Onde as férias-  sempre apetecíveis- o eram ainda mais nesta quadra festiva.
Oh! quanta alegria ali sentida, indiferente ao próprio frio que fazia!
"Ande o frio por onde andar"... como diz o ditado.
Junto de meus  familiares, junto de meus amigos, junto até dos meus animais de estimação,
tinham lugar as brincadeiras próprias da época e da idade, que apesar do tempo agreste,
não deixávamos de ter no amplo largo do Monte.
Era toda uma ambiência, que, no meu sítio, mercê da nossa crença cristã, do nosso acreditar,
estava, desde logo criada, bem diferente de todas as outras épocas festivas do ano.
Os dias eram passados, em grande parte, nos preparativos da Noite de Natal, começando,desde logo na feitura do Presépio que, em cada casa, a preceito, se fazia, muitas vezes pelas mãos dos gaiatos,
embora sob a orientação dos familiares mais próximos.
A ingénua esperança do brinquedo ou de qualquer outra lembrança deixada pelo Menino Jesus
ou pelo Pai Natal, na chaminé ou sapatinho, trazia-nos ansiosos, expetantes pela Santa Noite.
Aprendíamos com entusiasmo as canções de Natal, num desejo de, com isso, contribuirmos
para um melhor serão  na Consoada.
Chegada a tão ansiada noite, as mães, para além do jantar- muitas vezes alhada de cação ou de bacalhau- faziam a preceito, os tradicionais doces:- filhós, azevias, fatias douradas e fritos de mogango.
Que delícia! Que encanto tudo isto nos trazia!
Tudo era bom naquela santa noite, com cânticos ao Menino Jesus:-
-“Ó meu Menino tão belo” “Ó meu Menino Jesus”"Correi Pastorinhos" "Olhei para o Céu" e outras, igualmente, apreciadas.
Para alguns, ainda, a própria Missa do Galo, até que chegava a hora de se ir para a cama, aguardando ansiosamente a manhã seguinte, para o receber do que nos fora deixado como prenda, que, até certa altura, acreditávamos fosse dádiva celeste!
Mesmo sabendo, mais tarde, que eram os pais ou outros familiares, adorávamos igualmente,
sentindo-nos ainda bem mais próximos deles pela própria lembrança recebida.
Depois, bem,… depois, era o desfrutar e compartilhar com os amigos,
especialmente se fossem brinquedos.
Quanta alegria em nós!
Tudo o mais era secundário, inclusive o tempo, muitas vezes com neve e gelo, aliás, bem suportados,
 tal era o bem sentido, o bem desfrutado, festejando o nascimento de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO- O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS.
Estou certo que nunca mais se perderá esta tão bela tradição a bem dos mais pequenos e, até de nós próprios, como cristãos.
VEIO ATÉ NÓS O SALVADOR!
BENDITO  NATAL! BENDITO  NATAL!

Natal de 2012
 José Garção Ribeiro Branquinho

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

RECORDANDO (II)


Resultado de imagem para Junto à lareira


RECORDANDO  (II)
Em minha mente...
lembranças queridas dum tempo distante:-
-O melhor do meu viver, neste existir!
Pedaços de vida vivida amorosamente,
são, de meus dias, o ter e o ser.
Felicidade maior
recordada hoje, saudosamente, no meu Monte-
-lugar sagrado de vida sã,
 ingénua e pura!
Ali pude viver arrebatado amor
numa cavalgada indomável,
que, para mim, no meu sentir, 
era segura!
Cantada em verso assumido, 
o mais querido, o mais sentido,
o de maior fervor.
Ali dei os primeiros passos
duma vivência ainda sem cuidados,
tão feliz, então!
Mergulhado nos espaços encantados,
senti, acelerado, 
o bater do coração
ávido de aventuras, 
seguro de venturas.
Hoje... 
relembro, saudosamente,
quão feliz fui nesse tempo de ouro,
no afago do meu lar,
no convívio com meus amigos,
nas noites com ou sem luar,
nos dias de sol sem fim!
Os acolhedores serões 
junto ao borralho, na lareira grande, 
com meus amados pais,
(muitas vezes com minha avó)
estudando, contando ou lendo histórias, 
tantas vezes rindo, 
tantas vezes cantando.
Gratas recordações
que jamais se afastarão de mim,
que jamais se apagarão! 
Imensa saudade
até chegar meu fim. 
Que saudade, Deus meu!
JGRBranquinho
Exibições: 2