sexta-feira, 20 de abril de 2012

QUANDO ESCREVO

QUANDO  ESCREVO

Quando escrevo
 satisfaço um desejo antigo!
Sou mais em mim,
 sem saber que sou!
Venço limitações
dum tempo que me marcou,
Todo o meu ser
se liberta dum castigo.

Relembro o tempo da escrita, 
por obrigação!
Coisas pra mim sem sentido
sem  valor.
Ordens dum "adorável" ser-
-o sr. professor,
Com temas chatos, repetitivos,
coartando a inspiração.

"Chapas" por demais batidas
num clima detestável!
Temas duma frivolidade,
 assaz, arrepiante,
Com tanta coisa linda,
deveras importante!
Que na escola não entrava
de forma indesculpável.

Cortava-se ao pobre aluno
toda a inspiração!
Motivos impostos, 
nada diziam ao estudante.
De muito fraca valia,
quase insignificante!,
E a ter que ser avaliado
sob pressão.

Escrevi sem vontade própria,
por imposição,
Temas que àquele nível etário
nada diziam!
Era a boa caligrafia, a ortografia,
como me diziam...
Um horror para a alma
e coração dum ser 
que, supostamente,
se devia ajudar a criar,
respeitando-lhe a personalidade,
o seu modo de ser.
Era a massificação do ensino,
 quase mecânico,
 a que faltava a sensibilidade
 para dar liberdade ao aluno
e de que, muitas vezes, 
não eram os professores os maiores culpados.

Nota:-Os que há 60, 70 anos, passaram por este "exemplar"modelo de escola, sabem bem a razão porque escrevo.
Claro que me refiro, especialmente, à disciplina de Português.
JGRBranquinho
Nota:-Eu sei que corro o perigo da generalização, mas não há regra sem exceção, não é verdade?
JB

QUANDO ESCREVO

 QUANDO  ESCREVO

Quando escrevo
 satisfaço um desejo antigo!
Sou mais em mim,
 sem saber que sou!
Venço limitações
dum tempo que me marcou,
Todo o meu ser
se liberta de tal castigo.

Relembro o tempo da escrita, 
por obrigação!
Coisas para mim sem sentido
sem qualquer valor.
Ordens dum "adorável" ser-
-o sr. professor,
Com temas chatos, repetitivos,
coartando a inspiração.

"Chapas" por demais batidas
num clima detestável!
Temas duma frivolidade,
 assaz arrepiante,
Com tanta coisa linda,
deveras importante!
Que na escola não entrava
de forma indesculpável.

Coartava-se ao pobre aluno
toda e qualquer inspiração!
Motivos impostos 
que nada diziam ao estudante.
De muito fraca valia,
quase insignificante!,
E a ter que ser avaliado
sob coação.

Escrevi sem vontade própria,
por imposição,
Temas que naquele nível etário
nada me diziam!
Era a boa caligrafia, a ortografia,
como me diziam...
Um horror para a alma
e coração
dum ser que, supostamente,
se devia ensinar a criar,
respeitando a sua personalidade,
o seu modo de ser.
Era a massificação do ensino, quase mecânico,
 a que faltava a sensibilidade para dar liberdade ao aluno
e de que, muitas vezes, não eram os professores os maiores culpados.

Nota:-Os que há 60, 70 anos ou mais, passaram por este "exemplar"modelo de escola, sabem bem a razão porque escrevo.
Claro que me refiro, especialmente, à disciplina de Português.
JGRBranquinho

sábado, 14 de abril de 2012

SIM, EU QUERIA !

Poder e saber dar-vos palavras novas, diferentes,
Ao invés das banalidades por mim já escritas.
Frases de algum conteúdo, que ao serem ditas,
Ficassem para sempre em vossas mentes.

Sim, queria! Queria outras frases, sem vaidade,
Que fossem úteis numa reflexão a bem da escrita.
Que melhorassem o nosso ser, ao ter tal dita
Nelas reconhecendo uma nova realidade.

Queria, sim- Amigos! Afirmo-o e não exagero.
É que, por vezes, me indigno! Quase desespero
Por minhas limitações não me permitirem mais!

Por isso, minha lida é por vezes desconcertante!
Detesto esta minha incapacidade tão gritante,
E, negativamente, sem luta, ecoam meus ais.

JGRBranquinho

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MINHA VIDA, MEU AMOR











Como eu gostaria- Musa- de te encontrar!
Andar e estar contigo neste meu jardim.
Seria o maior bem, maior graça para mim
Desse privilégio maior poder gozar
Ver, de minha saudade, chegado o fim.

Olhei à minha volta! Esperei e não vieste
Meu Amor, como tinhamos combinado
Naquele outro encontro- pra nós abençoado-
Que, por este amor, então, ali me deste
Minha vida!- Meu Amor idolatrado.

Hoje- meu Amor- estou só, sinto-me triste.
Sem a tua presença, não deixo de escrever
Como prova clara deste imenso querer
Que, mesmo sem ti, em meu ser resiste!
Contudo... não vou esconder-te o meu sofrer.

JGRBranquinho

PARA SEMPRE !


Perguntaram-me, um dia, se te amava,
Se alguma vez tivera uma paixão por ti.
Senhora!- só eu sei o que senti, como senti!
Como então vibrei e me emocionava.

Foi um tempo bom em minha triste vida,
Entrecortado por encontros só de amor!
Eras tu- senhora- o meu maior valor-
-Aquele que era toda a minha lida.

    Não te esqueci nem esquecerei jamais!
    Foste tu- senhora- a quem quis mais
    Sem então saber a medida deste amor.

    Gostei e gosto! Eternamente gostarei!
    Embora distante, nunca mais te olvidarei!
    Hei de chamar-te sempre:- MINHA FLOR.

JGRBranquinho

terça-feira, 3 de abril de 2012

MANHÃ CLARA



Desperta o Sol
que é vida em nossa vida!
Após a longa noite
de sonhos e pesadelos,
O poeta se alegra
pródigo em seus desvelos.
Cantando ao dia 
a plenitude em si sentida.

Canta! Canta!
Quisera, aos outros,
 transmitir felicidade
Ato espontâneo
de alma e coração.
Ressoa à luz do dia
sua voz numa canção
Exaltando a própria vida
em liberdade.

Cumpre, assim,
o seu desejo
Cantando, por amor,
 sem receio!
Mais alegria... sim,
 esse o seu almejo!
Mais vida, melhor vida
em seu meio.

JGRBranquinho





segunda-feira, 2 de abril de 2012

AMOR... É AMOR




Em Vilamoura- terra muito querida, escrevi hoje o seguinte poema:

AMOR. . .  É AMOR!

AMOR!
Sentimento único neste imundo lago!
Não se apregoa...
como se ouve a cada passo!
Aqui e ali, descaradamente,
-" Eu faço"!
Como se se tratasse
dum sentimento vago.

Divino é o AMOR!
Nada se lhe pode comparar!
Nenhum outro valor
por melhor que seja!
AMOR.. é dom
 que em nós vem habitar.
É a mais bela flor
que em nós viceja.

JGRBranquinho