sexta-feira, 30 de julho de 2010

A VILAMOURA


São anos de vida, os dias gozados
Na Vila, outrora moura, bem passados,
Reflectindo a paz da paz no coração.
Aqui sou alguém p'ra meu próprio bem!
Saio à-vontade, não conheço ninguém,
Canta a minha alma uma nova canção.

Minha segunda terra! Meu real descanso,
Em ti, por teu favor, todo o bem alcanço,
Vivo a vida como deveria ser vivida.
A ti, sempre volto, mui agradado!
Teu rosto é pelo mar abençoado,
Jóia rara, por mim a mais querida.

Vilamoura, 30/07/10


JGRBranquinho

NA PLANURA ALENTEJANA



Jorram mil sóis
sobre a planura
Agreste e longa, implacável!
Acolhem-se os corpos,
 já cansados,
Nas raras sombras
 da lonjura.
Abrigados
dessa chama imperturbável...
Se dessedentam em conjunto,
 conformados.
Mais tarde...
 o  trabalho destinado:
 -cumprimento
 dum dever que é sagrado.
 Lufa-lufa que é árduo!
Que é diário!
Eles e elas, nos serviços
designados,
Sempre prontos a servir
de modo igual ou vário!
Mas... sempre cumprindo!
Com seus lamentos
ou canções
ao Céu se abrindo.

Ah! Gente duma cana,
nunca fingindo!
Gente Transtasgana
sempre cumprindo!
Bendita sejas,
Grei Alentejana!
Eu te bem-digo!
30/07/10                             JGRBranquinho

quarta-feira, 28 de julho de 2010

APENAS O ETERNO !

Espero-te e tu não vens!
Não és Passado!
Não és Futuro?!
O que és, então?!
És e serás sempre
o meu Presente!
Quem quero ter no meu dia-dia.
Em cada momento!
Em todos os momentos!
Como se o tempo fosse a Eterno
Apenas o Eterno!
Sem recordações de Passado,
 sem ausências.
Sem ansiedade,
nem saudade de Futuro!
Apenas Presente
 em cada momento!
Em todos os momentos a meu lado!
A meu lado...
sem constrangimentos de tempo.
Sempre presente
no Eterno de nossas vidas,
Sem lidas nem cansaços,
Em teus braços...,
Em meus braços...
Em cada momento!
Sem constrangimentos
Em todos os momentos,
No Eterno de nossas vidas!

Vilamoura,26/07/10
                          JGRBranquinho

JOAN FONTAINE, ÉS TU (acróstico)

Já tua figura esbelta, dons angelicais!
O poeta, feliz, há muito admira!
A tua arte, teu donaire, sem iguais
Nunca olvidados! Como jamais vira!

Felizes os que te viram e conheceram!
Os que, na tela, te admiraram!
Ninfa dos rios onde se esqueceram
Todos os que por ti, hinos entoaram.

Amanhã... serás saudade,  recordação,
Intangível deusa que tenho em meu altar.
Nenhuma outra lá porei em adoração
Enlevo do meu céu, mar do meu mar.

Elevar-me-ei ao Céu, só por te amar,
Só por te poder ver! Linda como jamais vi!
Tens o superior encanto de me encantar
Uma deusa na Terra, em ti  senti.

                                                          JGRBranquinho

terça-feira, 20 de julho de 2010

NA SOLIDÃO DESTA VIAGEM


De novo mora em mim grande tristeza
Por não te ver, aqui, sempre sorridente!
Por pressentir por detrás dessa beleza,
Uma sombra que te faz parecer diferente.

Tens, por certo, um desgosto em tua vida!...
E eu sofro, por te ver sofrer assim.
Porque não hás-de ser feliz, querida?!
Porque não hei-te poder ter-te junto a mim?!

Porque hás-de sofrer, mulher, se te prezo?
Se é por ti que tantas vezes, Aqui rezo,
Se é por ti que enfrento a vida com coragem?

Meu Amor! Porque é agora triste o teu viver?!
Sem tua alegria, se entristece todo no meu ser,
Caminhando a sós, na solidão desta viagem.

                                                                            JGRBranquinho

EM MEUS POEMAS


Eu vi  despontar
a minha Amada, neste dia,
Crescendo p'ra mim,
 a cada momento,
 suavemente!
Meu peito
se encheu ali dessa alegria
Que só por ela e nela
encontro, realmente.

Vi, no ondulado daquela rua,
surgir, pouco a pouco...
A sua figura de mulher
que tanto amo!
Vi, com essa elegância
 que me põe louco!...
Quem, a toda a hora,
 Aqui, eu chamo.

Vi-a... linda, como sempre,
e me emocionei.
Foi por ela que há tanto
 me enamorei
E se prendeu meu coração
tão fortemente!

Amo-a como  ninguém
pode calcular!
Em meus poemas...
sempre hei-de cantar,
Quem quero para Musa,
eternamente.

JGRBranquinho

QUANDO TE CANTO




Quando te canto,
       F L O R ,
    sou diferente!
Sou mais "eu"
    na realização
que então consigo!
Dou à estampa
     o melhor
que trago em mente,
Nesta dor de amor
que está comigo
.
Quando te canto,
       F L O R ,
    sou diferente!
Do meu "eu"
    bem mais amigo.
Volto ao meu passado,
      novamente...
Quando, sem te ter,
     sonhei contigo!

Quando te canto, em mim,
       há outra vida!
Pois te sinto
        a Musa querida
Que um dia,
       fez de mim o teu cantor!

Quando te canto,
       sonho, até, melhor futuro!
Digno deste amor
        tão puro
De que, ninguém mais,
     conhece o seu valor.



JGRBranquinho