sexta-feira, 30 de abril de 2010

REGRESSO



Vai alta a noite em meu torrão natal!
Escuto o silêncio e relembro tempos idos.
Ao longe, um cão,  ladrando, dá sinal...
Os grilos e os ralos ecoando em meus ouvidos.

De regresso à velha casa, berço sem igual!
É o reencontro com motivos não esquecidos.
É o matar de saudades, que, afinal...
Tão fortes já sentiram meus sentidos.

Recordo aqui, meus sonhos já distantes
Sonhos que então sonhei, tornados desilusão
Na dura realidade que depois pude viver.

E, agora... de volta ao mundo de antes..
Eu sinto que o coração, mais que a razão...
Está preso ao que em tempos pude ter.

                                                                                             JGRBranquinho

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