sexta-feira, 25 de julho de 2014

A MÁQUINA

A  MÁQUINA

Qualquer máquina por nós conhecida (ou qualquer outra por mais sofisticada que seja- até cientificamente preparada por génios- e que ainda não tenha chegado ao nosso conhecimento), precisa, naturalmente, de cuidados na sua utilização e manutenção, sob pena de se por em risco a sua utilidade e durabilidade.

O que operar com ela, tem que estar muito apto para dela tirar o maior rendimento, sempre com o cuidado recomendável nas instruções, para evitar estragos, que, naturalmente, resultarão em prejuízos de vária ordem, com é fácil deduzir.
No próprio contacto diário, o utilizador vai-se apercebendo do modo como deve lidar com ela, se estiver atento, obviamente; direi mesmo, obrigatoriamente, no sentido de tirar o maior partido possível com sua correta utilização, seja a máquina sua ou da empresa onde presta serviço.
A máquina- enorme progresso da civilização- foi e é uma ajuda preciosa para o homem, que o mesmo é dizer, para a sociedade. Disso ninguém tem dúvidas, embora haja quem afirme que veio subtrair lugares de trabalho, sem reconhecer que facilitou o trabalho ao próprio homem, dando-lhe possibilidade de produzir mais em menos tempo e com menor esforço. Foi a chamada “ERA INDUSTRIAL”
Deixemos, então, “ A MÁQUINA”.
Veio-me este título à cabeça a propósito de uma outra máquina:- a mais perfeita de todas!
Refiro-me à “MÁQUINA HUMANA”, muitas vezes mal tratada por cada um de nós, com as consequências trágicas que daí resultam.
Esta “MÁQUINA” foi obra do MESTRE- O DEUS CRIADOR- não de qualquer humano por mais sábio!
Nascemos na ambiência própria de cada família, crescemos sob a atenção dos entes queridos, que tudo fazem (dentro do conhecimento que têm) para que o nosso desenvolvimento harmónico:- físico e intelectual decorra o melhor possível.
Não acredito que, intencionalmente, alguém assim não proceda.
O problema coloca-se quanto à capacidade de gerir esta “MÁQUINA” que foi criada por um SER SUPERIOR que dela nos fez entrega.
Surgem aqui várias situações, mas só vou referir a responsabilidade pessoal de cada um de nós, por desconhecimento de causa, ou por desleixo.
Enquanto jovens, tudo parece correr sobre rodas de eixos bem oleados- apesar de uma ou outra asneira- e as coisas lá vão andando sem problemas de maior... Com o decorrer dos anos, aos poucos, começam as queixas, lá se dá um jeito, e… lá vamos caminhando, já um pouco "com o credo na boca"...
Claro que ninguém é santo e as tentações do dia-a-dia levam-nos a cometer excessos de vária ordem, a par de uma não vigilância correta desta preciosa “ MÁQUINA” sempre a trabalhar, sempre a desgastar-se.
 Com o acumular de erros, alguns mesmo derivados da própria profissão que se exerce e da tal não vigilância adequada no decorrer dos anos, a “MÁQUINA” - concebida perfeita- naturalmente começa a falhar para nosso próprio mal e lá vêm as queixas e a necessidade de ir procurar auxílio aos que sabem- aos nossos médicos, grande classe pela qual tenho a maior admiração- mas, quantas vezes, já em situações extremas!
Com culpas ou sem culpas próprias, a verdade é que isto acontece.
Para não me alongar mais, atrevo-me a deixar uma opinião- talvez melhor dito- uma recomendação que, provavelmente, encontrará eco em alguns dos que me lerem:
- MUITA ATENÇÃO À NOSSA MÁQUINA, RESPEITANDO A SUA CONSTANTE UTILIZAÇÃO, RESPEITANDO E AGRADECENDO A QUEM DELA NOS FEZ ENTREGA GRACIOSA.  

Quinta da Piedade, 25 de julho de 2014
JGRBranquinho

Sem comentários:

Enviar um comentário