domingo, 27 de junho de 2010

A UMA SANTA MULHER

Era o meu anjo na Terra, aquela santa Mulher!
Minha Avó materna, que, jamais, irei esquecer.

Quantas horas, quantos dias, convivemos, qu'rida anciã,
Quantos anos de alegria! Eras, p'ra mim, qual mamã!

Juntos em nossos serões, à lareira, no quentinho,
Pulsavam nossos corações; chamavas-me rapazinho.

Eras a Avó, eras a Mãe! Eras tudo para mim!
Eras para mim raro bem! Uma benção sem fim.

Tenho saudades de ti, Avó que me amaste tanto !
Nunca mais te esqueci! É por ti, hoje, o meu canto.

Era amizade verdadeira! Estavas no meu coração
Minha doce companheira de tanto, tanto, serão !

Contigo não estudava...aprendia! Sabias histórias sem fim.!
Eras, no meu dia-a-dia, quem mais zelava por mim.

Estavam meus pais ausentes e nós, ali, lado a lado
Nas noites frias ou quentes, desse tempo abençoado.

Brincaste comigo em criança; soubeste de meus amores!...
Em ti não havia mudança! Rendo-te os meus louvores.

Hei-de lembrar-te, Senhora, como à minha Mãe querida!
És a santa protectora que me acompanha na vida.

Deus te tem em bom lugar! É plena convicção minha.
Enquanto viver, te hei-de amar, qu'rida e saudosa avozinha.

(Homenagem do neto amigo e grato a Maria Joaquina Martins Garção-no dia do s/ aniversário )
Portalegre, 01/01/2008

JGRBranquinho

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